Volks Tupi, ou 249, estréia em outubro
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sábado, 16 de agosto de 2003
Mauricio Della Barba 
O carro que você vê ao lado, flagrado em testes pela revista AutoEsporte, já está pronto para ser lançado. O mais novo carro da Volkswagen, conhecido como Projeto 249, ou também como Tupi, foi apresentado esta semana durante um encontro informal com a imprensa, em São Bernardo do Campo. Infelizmente, a montadora proibiu fotografar o modelo e também não revelou o nome definitivo a ser utilizado.
O certo é que o Tupi, a ser lançado oficialmente em outubro, será um carro compacto, com preço e fatia de mercado situado entre o Gol e o Polo. Estima-se que o valor fique entre R$ 22 mil a R$ 30 mil. A Volkswagen já iniciou a produção do carro há uma semana em São José dos Pinhais, no Paraná.
Com três versões de acabamento City, Plus e Sportline o carro, montado sob a mesma plataforma do Polo, oferecerá motores 1.0 e 1.6, ambos na versão Total Flex (gasolina e/ou álcool). Quem quiser o modelo movido a gasolina, só por encomenda.
Depois do Gol, o Tupi é o segundo modelo da marca a ser desenvolvido totalmente no Brasil. O novo carro é a grande cartada (e a maior esperança) da Volkswagen para voltar a liderança do mercado nacional, perdida para a Fiat no ano passado. O novo Volkswagen chegará para como concorrer com Clio, Peugeot 206, Novo Fiesta e Novo Corsa. Porém, pelas suas configurações e detalhes, o carro poderá brigar também com Honda Fit e Citroen C3.
O visual é semelhante ao da foto da revista. A frente, em cunha, traz dois grandes vincos no capô, parecidos com o do Corsa novo. Os faróis retangulares, de lentes transparentes, incorporam o pisca e escapam pelas laterais. A grade, com duas aletas divididas pelo símbolo da marca, acompanha o capô e parece formar uma peça única com o pára-choques.
O Tupi é mais alto (80 mm) e mais curto que o Polo, medidas que o deixam com jeito de monovolume. As portas são maiores que o normal e atrás, as lanternas são pequenas e não elevadas, como sugere a foto disfarçada.
Por dentro, a Volks decidiu inovar. Os bancos são elevados e deixam motorista e passageiros em posição mais cômoda ergonomicamente. Há porta-trecos por todo o carro, principalmente abaixo do painel, que não conta com o tradicional porta-luvas - este transferido para debaixo do banco do motorista, em forma de gaveta. Nas portas, a novidade é um porta-garrafas de 1,5 litros.
Para os que andam atrás, uma novidade. O banco é corrediço, com ajuste de até 15 cm, feito para ampliar o espaço para os joelhos ou para as bagagens. Na posição normal, o bagageiro pode acomodar 260 litros. No limite dos trilhos do banco, o espaço para as cargas passa para 353 litros. Retirando o banco sobram 1.236 l. Outro recurso é rebater os encostos do banco traseiro e dobrar os assentos, como no Honda Fit. O Tupi também traz ajuste de altura do banco do condutor como item de série para todas versões.
O quadro de instrumentos tem o velocímetro em um círculo maior ao centro, ladeado por semicírculos com marcador de consumo (à direita) e conta-giros. No centro, um display digital mostra o hodômetro, relógio e sintonia do rádio (que tem controles no volante). Diferente de outros Volks, o controle de luzes fica na alavanca da coluna de direção.
Apesar de adotado pelo mercado automobilístico local, o novo carro da Volks não se chamará Tupi. O nome oficial foi definido de uma lista de cinco sugestões, mas só será revelado nos próximos dias.
No mercado internacional, o nome Tupi foi recusado porque o som seria parecido a ''to pee'', que em inglês significa urinar. Mas, no Brasil, ele também foi rejeitado em pesquisas feitas pela montadora. ''Detectamos nas pesquisas um preconceito ao nome, por lembrar coisa de índio'', disse o diretor de Marketing, Paulo Sérgio Kakinoff.


