Vidro trincado pode ocasionar multa grave
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domingo, 09 de fevereiro de 2014
Vinícius Fonseca<br>Reportagem Local 
Num país tropical como o Brasil, os veículos estão sujeitos a todo tipo de intempérie que pode provocar prejuízos, seja na pintura, no motor, no estofado e até nos vidros do carro. Até mesmo situações inesperadas no trânsito, como o choque de pequenas pedras na lataria, entre outros incidentes, são capazes de ocasionar fissuras num item importante para a segurança veicular: o para-brisa.
A Resolução 256 do Conselho Nacional de Trânsito (Contran), publicada em dezembro de 2006, estabelece condições de segurança e visibilidade dos condutores em para-brisas de automotores durante a circulação em vias públicas. De acordo com o artigo 3º do documento, fica definido que "na área crítica de visão do condutor e em uma faixa periférica de 2,5 centímetros de largura das bordas externas do para-brisa não devem existir trincas e fraturas de configuração circular, e não podem ser recuperadas".
Ainda para os carros convencionais é permitida a circulação se a trinca não for superior a 20 centímetros de comprimento ou fratura de configuração circular até 4 centímetros de diâmetro. O detalhe da legislação, no entanto, é que se o para-brisa não for reparado, essas fissuras podem aumentar, principalmente devido ao clima do Brasil, em que sol e chuva se alternam constantemente.
"A exposição ao clima instável a que o carro se submete certamente contribuirá para que o vidro acabe dilatando", diz Alessandro Rubio, especialista técnico do Centro de Experimentação e Segurança Viária (Cesvi-Brasil). Segundo informações da instituição, o para-brisa de um veículo é feito de vidro laminado, que é constituído por lâminas de vidro comum. Entre elas há uma película feita de um polímero chamado polivinil butiral, que é aquecida e prensada. Esse "sanduíche" faz com que, em caso de quebra, o polímero não permita que o vidro se estilhace e fira os ocupantes. Ele também evita que alguns objetos atravessem o vidro.
Caso a região afetada no para-brisa permite pequenos reparos, conforme diz a lei, o técnico orienta o motorista a buscar o ajuste o mais rápido possível, não só pelo risco da dilatação do vidro, mas também porque o não cumprimento desse requisito pode levar a uma infração grave, que gera perda de cinco pontos na carteira e multa R$ 127,69. O veículo também ficará retido até que o dano seja reparado, conforme o Código de Trânsito Brasileiro (CTB). "O para-brisa é considerado um item de segurança. E o CTB possui regras quanto ao uso desses itens", indica Rubio.
Vale lembrar que o para-brisa é parte estrutural da carroceria, por isso, fissuras na borda do vidro podem comprometer a rigidez do veículo. Já danos na região de visão do motorista podem distorcer imagens e prejudicar a visão durante a condução.
Para fazer o reparo, o ideal é que se procure uma loja especializada no serviço. O conserto de um para-brisa sai, em média, R$ 80. Já a troca definitiva em um automóvel popular, por exemplo, custa a partir de R$ 200. "O reparo sai sempre mais em conta e também preserva a originalidade do veículo, o que é importante", avalia, Basilio Kubiça, proprietário da Auto Vidros Sport, de Londrina.
Conforme dados do Cesvi, veículos mais modernos são equipados com câmeras, sensores e antenas agregados ao vidro, e podem precisar de regulagem feita pela fábrica.
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