Paulo WolfgangNostálgicaAs linhas clássicas da Royal Star foram feitas para conquistar os amantes das estradas. Em cima do tanque de 18 litros aparece o belo velocímetro cromadoPura nostalgia. Essa é a primeira sensação ao se deparar com a Royal Star XVZ 1300, a estonteante ‘‘big custom’’ da Yamaha que já está rodando pelo País. O porte avantajado, os pequenos detalhes e o ronco do motor reforçam o estilo clássico desta maravilhosa moto importada.
Andar em cima de uma Royal Star e não chamar a atenção é tarefa impossível. Só o barulho do ‘‘motorzão’’ de quatro cilindros em ‘‘V’’ de 1.294 cc e 16 válvulas, já é capaz de atrair olhares. Esse motor é derivado da Yamaha V-Max, tem comando duplo no cabeçote, tem quatro carburadores e é refrigerado a água.
Feita para longas viagens em estradas, bem ao estilo custom, a moto conquista os admiradores das clássicas motocicletas dos anos 40. Logo de saída, a Royal Star assusta. Primeiro pelo seu tamanho, que também ajuda a não passar despercebida. A moto tem 2,50 metros de comprimento, quase um metro de largura (940mm) e pneus bem largos. Curvas fechadas e manobras arriscadas no trânsito, nem pensar. A moto pesa 305 quilos. E em segundo, a parte cromada, sem muitos exageros, que faz a Royal Star reluzir à distância.
Paulo WolfgangO ‘‘motorzão’’ é um V-4 de 16 válvulas, 1.294 cc, que gera 74 cv de potência máxima
Ao sentar no banco, o tanque de gasolina esbanja espaço. Tem capacidade para 18 litros de combustível e leva no seu topo um belo velocímetro cromado que indica a velocidade em milhas, na parte externa, e em quilômetros, na parte interna. O toque de modernidade está no odômetro, total e parcial, instalado junto ao velocímetro, que aparece em um pequeno visor de cristal líquido.
Ao tentar funcionar a Royal Star, aparece o primeiro detalhe curioso: a chave de ignição está localizada atrás da carenagem lateral, bem embaixo do banco do piloto. A partida é elétrica e a moto conta com um botão de corte de corrente, ambos na manopla direita. Na esquerda econtram-se os comandos da buzina, do pisca e do farol, alto e baixo, que fica sempre aceso.
Depois de desvendar os segredos da moto chega a hora de andar. Logo é possível sentir a força do motor. A arrancada é tranquila, mas se abusar da mão a moto rapidamente responde aos 74 cv de potência total conseguidos aos 4.750 rpm. A aceleração de 0 a 100 km/h é feita em cerca de seis segundos e a velocidade máxima chega aos 160 km/h. Vale lembrar que esses números são de acordo com o fabricante.
A Royal Star tem câmbio de cinco marchas com transmissão por eixo cardã. A embreagem é hidráulica, um pouco dura para o trânsito na cidade, onde as trocas são mais frequentes.
A sensação de liberdade vem ao conseguir uma velocidade de viagem, com o motor sempre respondendo às ultrapassagens necessárias. A moto tem uma ótima posição de pilotagem. O corpo fica ereto, descançado e confortável. Já para quem anda na garupa o conforto não é o mesmo. O banco é menor e conta apenas com uma tira de couro, no próprio assento, para se segurar.
Paulo WolfgangOs freios dianteiros da Royal Star são duplos discos ventilados
Para parar a Royal Star, a Yamaha equipou-a com freios a disco duplo ventilados na frente e a disco ventilados simples atrás.
A Royal Star foi lançada em 1995 nos Estados Unidos e foi concebida para enfrentar de frente as rivais da Harley Davidson Road King, Honda Shadow e Kawasaki Vulcan 1500.
Mas a paixão tem alguns incômodos, como o preço: custa US$ 26.993, ou quase R$ 30 mil. A Royal conta ainda com vários acessórios opcionais, que podem aumentar o preço final da moto em até US$ 12 mil.

mockup