Viajando com a Royal Star
PUBLICAÇÃO
sábado, 30 de agosto de 1997
Mauricio Della Barba 
Paulo WolfgangNostálgicaAs linhas clássicas da Royal Star foram feitas para conquistar os amantes das estradas. Em cima do tanque de 18 litros aparece o belo velocímetro cromadoPura nostalgia. Essa é a primeira sensação ao se deparar com a Royal Star XVZ 1300, a estonteante big custom da Yamaha que já está rodando pelo País. O porte avantajado, os pequenos detalhes e o ronco do motor reforçam o estilo clássico desta maravilhosa moto importada.
Andar em cima de uma Royal Star e não chamar a atenção é tarefa impossível. Só o barulho do motorzão de quatro cilindros em V de 1.294 cc e 16 válvulas, já é capaz de atrair olhares. Esse motor é derivado da Yamaha V-Max, tem comando duplo no cabeçote, tem quatro carburadores e é refrigerado a água.
Feita para longas viagens em estradas, bem ao estilo custom, a moto conquista os admiradores das clássicas motocicletas dos anos 40. Logo de saída, a Royal Star assusta. Primeiro pelo seu tamanho, que também ajuda a não passar despercebida. A moto tem 2,50 metros de comprimento, quase um metro de largura (940mm) e pneus bem largos. Curvas fechadas e manobras arriscadas no trânsito, nem pensar. A moto pesa 305 quilos. E em segundo, a parte cromada, sem muitos exageros, que faz a Royal Star reluzir à distância.
Paulo WolfgangO motorzão é um V-4 de 16 válvulas, 1.294 cc, que gera 74 cv de potência máxima
Ao sentar no banco, o tanque de gasolina esbanja espaço. Tem capacidade para 18 litros de combustível e leva no seu topo um belo velocímetro cromado que indica a velocidade em milhas, na parte externa, e em quilômetros, na parte interna. O toque de modernidade está no odômetro, total e parcial, instalado junto ao velocímetro, que aparece em um pequeno visor de cristal líquido.
Ao tentar funcionar a Royal Star, aparece o primeiro detalhe curioso: a chave de ignição está localizada atrás da carenagem lateral, bem embaixo do banco do piloto. A partida é elétrica e a moto conta com um botão de corte de corrente, ambos na manopla direita. Na esquerda econtram-se os comandos da buzina, do pisca e do farol, alto e baixo, que fica sempre aceso.
Depois de desvendar os segredos da moto chega a hora de andar. Logo é possível sentir a força do motor. A arrancada é tranquila, mas se abusar da mão a moto rapidamente responde aos 74 cv de potência total conseguidos aos 4.750 rpm. A aceleração de 0 a 100 km/h é feita em cerca de seis segundos e a velocidade máxima chega aos 160 km/h. Vale lembrar que esses números são de acordo com o fabricante.
A Royal Star tem câmbio de cinco marchas com transmissão por eixo cardã. A embreagem é hidráulica, um pouco dura para o trânsito na cidade, onde as trocas são mais frequentes.
A sensação de liberdade vem ao conseguir uma velocidade de viagem, com o motor sempre respondendo às ultrapassagens necessárias. A moto tem uma ótima posição de pilotagem. O corpo fica ereto, descançado e confortável. Já para quem anda na garupa o conforto não é o mesmo. O banco é menor e conta apenas com uma tira de couro, no próprio assento, para se segurar.
Paulo WolfgangOs freios dianteiros da Royal Star são duplos discos ventilados
Para parar a Royal Star, a Yamaha equipou-a com freios a disco duplo ventilados na frente e a disco ventilados simples atrás.
A Royal Star foi lançada em 1995 nos Estados Unidos e foi concebida para enfrentar de frente as rivais da Harley Davidson Road King, Honda Shadow e Kawasaki Vulcan 1500.
Mas a paixão tem alguns incômodos, como o preço: custa US$ 26.993, ou quase R$ 30 mil. A Royal conta ainda com vários acessórios opcionais, que podem aumentar o preço final da moto em até US$ 12 mil.


