Diminuição
As vendas de veículos no mercado brasileiro somaram 258.121 unidades em agosto de 2009, o que traduz um decréscimo de 9,56% ante julho, mas uma alta de 5,44% sobre o mesmo mês do ano passado, segundo dados divulgados pela Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave). No acumulado dos primeiros oito meses do ano foram comercializados 1.993.383 veículos, com elevação de 2,73% sobre igual intervalo de 2008. Os dados incluem automóveis comerciais leves, caminhões e ônibus.

Vendas
A indústria automobilística instalada no Brasil estima a realização de vendas médias mensais de 250 mil veículos, entre outubro e dezembro, já com o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) retornando gradativamente às alíquotas plenas. Caso a previsão se concretize, o setor fechará 2009 com cerca de 3 milhões de veículos comercializados. Pelos cálculos da Anfavea, a entidade representativa das montadoras, pelo menos 300 mil veículos deixariam de ser comercializados no primeiro semestre deste ano, caso o governo não tivesse reduzido o IPI logo nos primeiros sinais de quedas de vendas decorrentes dos impactos da crise financeira global.

Importações x exportações
Até a mais recente previsão do setor automobilístico, feita em agosto, o Brasil deverá fechar 2009 com a exportação de no máximo 440 mil veículos, ante volume de importação superior a 390 mil unidades. No ano passado, as exportações de veículos totalizaram 734,5 mil unidades. Para 2009, estavam previstas 500 mil unidades nessa transação. Mas pode ocorrer até mesmo a superação das exportações pelas importações, algo inédito há décadas.


Redução
A Toyota reviu sua previsão de perda de US$ 5,9 bilhões (algo como R$ 10,6 bilhões) para US$ 4,7 bilhões (quase R$ 8,5 bilhões), até março de 2010, em função dos incentivos do governo japonês que alavancaram as vendas de carros ecologicamente mais eficientes, como o modelo híbrido Prius. Pelas informações oficiais do site da Toyota, o Prius - movido conjuntamente à gasolina e eletricidade - está equipado com motor 1.5, com potência máxima de 77 CV (a 5 mil rpm). Na combustão à gasolina emite 104 gramas de dióxido de carbono (CO2) por quilômetro. Na motorização elétrica atinge a potência máxima de 68 CV (a 1,2 mil rpm). A velocidade máxima do carro é de 170 km/h.

Joint venture
A General Motors e a montadora estatal chinesa FAW Group decidiram formar uma joint venture, que investirá US$ 293 milhões (aproximadamente R$ 528 milhões) para produzir 200 mil caminhões leves por ano na China. A iniciativa das duas montadoras tem por objetivo o atendimento da forte demanda por caminhões leves no mercado chinês. A estatal First Automotive Group (FAW) é a segunda maior montadora chinesa, com 860,3 mil veículos de vários segmentos comercializados no primeiro semestre do presente ano. A FAW já opera em parceria com a Volkswagen, Toyota e Mazda.

Nacionalização
A fábrica de caminhões e ônibus que pertencia à Volkswagen do Brasil, em Resende (RJ), deverá produzir, entre 2011 e 2012, veículos extra-pesados da marca alemã MAN. A Volkswagen Caminhões foi adquirida na virada de 2008 para 2009 pela MAN, que inicialmente pretendia apenas importar os veículos extra-pesados para atender um nicho de mercado onde a marca VW ainda não atuava. A gama de caminhões VW tem potência de até 370cv. Roberto Cortes, presidente da MAN no Brasil, relata que a empresa iniciou estudos de nacionalização de componentes para viabilizar a produção dos caminhões na faixa de 480 e 680cv no Brasil.

Gilmar Agassi
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