Motor da Kombi

A partir de 2006, a Kombi terá um motor novo, o que aposentará de vez o último motor refrigerado a ar produzido no País. A Kombi é o último carro do mundo equipado com motor que não requer água para funcionar. O motor chamado de Boxer - em uma alusão aos movimentos repetitivos dos pistãos, que se assemelham aos movimentos do punho de um pugilista - nasceu junto com o Volkswagen Sedã, o Fusca, em meados da década de 30, a pedido do ditador alemão Adolf Hitler. Mais de 60 anos depois, o motor Boxer refrigerado a ar sairá de linha para atender as exigências do Programa de Controle de Poluição do Ar por Veículos Automotores (Proconve), que dará início à fase cinco, em janeiro do próximo ano. A Kombi, último veículo do mundo a usar o boxer, será equipada com o motor 1.4 8V Total Flex, baseado no 1.4 16V que equipa o Fox na Europa e é refrigerado a água.



Vai virar relíquia

Se por aqui o motor refrigerado a ar é considerado ultrapassado e extremamente poluente, na Inglaterra, pelo menos, vai virar relíquia. A empresa Beetles UK alerta os consumidores, principalmente os que simpatizam com a montadora alemã, que é a última possibilidade para importar o monovolume produzido no Brasil. Os preços variam entre R$ 44 mil (11 mil libras) para os modelos furgão e com direção do lado esquerdo e R$ 60 mil (15 mil libras) para os modelos van e com direção adaptada do lado direito. A empresa anuncia planos de financiamento, tradução do manual do veículo e oferta de peças de reposição.





Veículos Flex

Desde o seu surgimento em março de 2003, até hoje, o mercado de carros com tecnologia dos motores bicombustível já supera a marca de 1 milhão de unidades vendidas. Quem detém a liderança desse mercado com 38% de participação é a Volkswagen, com 389.167 unidades. Em seguida, aparecem a Fiat (30% e 306.477 unidades), GM (24% e 247.629 unidades) e Ford (5,8% e 59 422 unidades). Os modelos mais comercializados neste segmento são, respectivamente, o Gol com 17% de participação (172.554 unidades) e Fox com 14% do mercado (142.245 unidades). Em seguida aparecem o Fiat Palio (10%), Uno (6%) e Palio Weekend (4%). Fiat (Idea, Palio, Palio Weekend, Siena, Strada e Uno), Ford (EcoSport e Fiesta), General Motors (Astra, Celta, Corsa, Meriva, Montana, Vectra e Zafira), Peugeot (Peugeot 206), Citroen (C3), Renault (Clio e Snénic) e Volkswagen (Fox, Gol, Kombi, Parati, Polo e Saveiro) são as empresas, com seus respectivos modelos, que oferecem a opção do motor Flex para seus produtos atualmente. Mas o mercado ainda deve aumentar no próximo ano.



Oswaldo Palermo
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Novo Mégane



Novo Mégane

A Renault confirmou para março o lançamento do novo Mégane Sedan. O anúncio foi dado pessoalmente por Antonio Megale, diretor de Marketing da montadora, durante a apresentação da linha Clio 2006. As pré-series do carro já começaram a ser produzidas na planta da Renault em São José dos Pinhais. Em janeiro, a produção em série terá ínicio. Segundo Megale, o Novo Mégane terá duas opções de motores: 1.6 16V Flex e 2.0 litros. A versão mais luxuosa virá com câmbio de seis marchas e chave tipo cartão. Quanto ao preço, o executivo promete: ''será bastante competitivo''. A guerra em 2006 no segmento será bastante acirrada. Toyota Corolla, líder, continuará incomodando como está. Vectra, que era o último, deve subir novamente ao topo do ranking. Mégane chega em março e deve ganhar com um preço atraente (com motor 1.6 deverá custar algo em torno dos R$ 55 mil) e Civic, que correrá pelas beiradas, aposta na tecnologia e no visual moderno. Quem ganhará essa disputa? Veremos no final de 2006...




Novo Civic

O cronograma para o lançamento do novo Honda Civic também está em dia. A marca anunciou esta semana o plano de expansão da fábrica em Sumaré, interior de São Paulo. Com os novos investimentos, da ordem de US$ 100 milhões, a fábrica passará a produzir 400 unidades diárias até 2008 através da ampliação da área coberta (de 50 mil m2 para 85 mil m2), da aquisição de novos equipamentos e da implantação de novos processos. A produção anual será gradualmente elevada até atingir a meta de 100 mil unidades em 2008. Para este ano, a estimativa é superar 65 mil automóveis, o que representará um acréscimo de 16% em relação ao ano passado. A nova geração do Civic, baseada no modelo americano, deve ser lançada no mercado brasileiro até o fim do primeiro semestre de 2006.





Focus mais barato

A Ford promoveu um realinhamento de preços na linha 2006 do Focus. Oferecido nas versões Hatch e Sedan, com duas opções de motorização, 1.6 L ou 2.0 L, e transmissão manual ou automática, nas versões GL (exclusiva do Hatch), GLX ou Ghia, o carro pode ser encontrado pelo preço de R$ 41.690 (Focus Hatch GL 1.6). Na versão luxuosa, a Ghia do Focus Sedan 2.0, custa R$ 66.795.



Álcool terá corante


Agora parece que vai. A Agência Nacional do Petróleo (ANP) aprovou na última semana, em audiência pública, a marcação com corante de todo o álcool anidro misturado na gasolina vendida no País. A medida, que deve entrar em vigor em 45 dias, tem o objetivo de reduzir uma das principais fraudes do setor, prática chamada de álcool molhado: quando distribuidoras adicionam água ao álcool anidro, que não tem impostos, e o vendem como álcool hidratado, apropriando-se da margem de impostos cobrado sobre o hidratado. Agora, o álcool hidratado, aquele vendido nas bombas, terá de ser transparente para se diferenciar do anidro. Assim, o consumidor vai saber que tipo de produto está sendo colocado em seu carro. O consumidor deverá denunciar quando um posto vender álcool colorido como hidratado. O corante alaranjado será colocado logo na saída da destilaria de álcool. Os donos de postos serão obrigados a estampar um adesivo nas bombas avisando que o álcool tem de ser transparente.


Ameaça ao mercado

O governo brasileiro e dos empresários do Mercosul estão temerosos quanto ao mercado automobilístico futuro. O Mercosul já está perdendo investimentos significativos para China e Leste Europeu, conforme números do ministério argentino da Indústria. Em 1997, o bloco do Cone Sul era responsável por 4,7% dos veículos produzidos no mundo. Em 2004 essa participação caiu para 3,9%. Em contrapartida, a fatia da China saltou de 3% para 7,9%. Os países do Leste Europeu passaram de 1,9% para 2,5%.


Argentinos nervosos

O presidente da Argentina, Néstor Kirchner, reclama: o atual acordo automotivo do Mercosul é cruel, já que mais de 60% dos veículos vendidos na Argentina são brasileiros, enquanto apenas 2,8% dos automóveis vendidos no Brasil são argentinos. Além disso, o governo de Kirchner reclama que o Brasil atrai mais investimentos das montadoras, o que provoca assimetrias entre os dois sócios. Por isso, quer um fluxo de comércio mais rígido, controlado empresa por empresa, e não pelo setor como um todo, como é feito hoje.




Por Mauricio Della Barba
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