VIA RÁPIDA
Risos sobre motos
Enquanto a indústria automobilística luta para sair da maré de prejuízos (?) ano a ano no Brasil, o setor de motocicletas ri a tôa. A previsão da Abraciclo (associação dos fabricantes) é fechar o ano 10% maior que 2004. A frota atual no País é de mais de 7,5 milhões. A Honda lidera o mercado com 82,4%, seguido pela Yamaha (13,8%), Sundown (3,2%) e Kasinski (0,6%). A moto mais vendida continua sendo a Honda CG 125/150 com 52% do mercado. Em segundo, aparece a Biz 100/125, com 14,5%, seguida da Yamaha YBR 125 (9,2%), NXR Bros 125/150 (7,7%), CBX 250 Twister (5%) e Yamaha XTZ 125 (2,5%). O mercado está assim distribuído: até 100cc (15,8%), de 101cc até 150cc (75%), de 151cc até 250cc (7,4%), de 251cc até 400cc (0,8%), acima de 401cc (1%).
Pneus de motos
Na onda, ou melhor, no asfalto por onde o setor de motocicletas cresce assustadoramente no País, os fabricantes de pneus dão pulos de alegria. A Pirelli, líder do segmento na América Latina, tem bom motivos para comemorar. A marca, que tem duas fábricas no mundo (uma na Itália e outra no Brasil), registra uma surpreendente média de 15% de crescimento por ano no País. Em 2004, 40% dos 7 milhões de pneus produzidos no Brasil saíram da unidade da Pirelli de Gravataí, no Rio Grande do Sul. Anualmente, 2,4 milhões de pneus também saem da Pirelli para equipar as motocicletas novas produzidas pelas principais marcas no País (detém 99,7% do mercado original).
Brasil produz mais
A animação da marca italiana de pneus é tamanha que a unidade de Gravataí já está sendo ampliada. Dos 50 milhões de toneladas de borracha processadas por ano pela empresa em todo o mundo, 40 milhões são transformadas em pneus em solo brasileiro, ou seja, a maior parte da produção é exportado a outros países. O problema é o mercado. Fora o mercado asiático, China e Índia, o Brasil é o melhor mercado da Pirelli em todo o mundo. Mas estamos bem longe dos asiático: ele consomem 70% dos pneus de motos da marca. O Brasil, responde por apenas 4%.
Marcas novas
Além da Pirelli, outras marcas disputam o lucrativo filão de pneus de motocicletas. As mais novas no setor que chegam ao País são a alemã Metzeler e a Levorin. A Metzeler, fundade em 1892, foi adqurida pela Pirelli em 1986 e tem como símbolo um enorme elefante azul. Os pneus da marca são direcionadas para as motos custom, estradeiras, e são equipamentos originais das motos BMW. No Brasil, a marca passa a equipar, de série, a Honda XR 250 Tornado, Yamaha XT 660, Kasinski Mirage 250 e o scooter Suzuki 125 Burgman. Já a Levorin é marca nacional e começou como uma recauchutadora de pneus nos anos 60. Na década posterior iniciou a fabricação de pneus de bicicletas e no final dos anos 90, a marca expandiu seus negócios para o setor de motociclos.
Bike Custom
A próxima moda das ruas promete ser mesmo a das bicicletas estilo custom. Inspiradas nas motos estradeiras, como Harley-Davidson, as pequenas são, além de elegantes, confortáveis para se pedalar. A bike da foto acima chama-se Stiletto e é importada, fabricada pela Giant. Traz freio a disco na traseira, quadro em cromo, pneus aro 20 na dianteira e 24 na traseira e começa a ser vendida no Brasil por R$ 2.260 nas cores preta e vinho, como manda o figurino das customs.
Pedágio e custos
As concessionárias de pedágio no País ganham muito, porém, parecem gastar mais do que ganham. Depois da nota publicada por esta coluna, na semana passada, informando que a receita das 36 concessionárias de rodovias em operação no Brasil foi de estrondosos R$ 4,43 bilhões em 2004, a Associação Brasileira de Concessionárias de Rodovias (ABCR) entrou em contato para 'esclarecer' alguns pontos. Segundo a nota enviada a este colunista, o valor acima está correto, porém, as despesas durante o mesmo ano somaram R$ 5,06 bilhões, o que significou um déficit de R$ 628 milhões. Ainda segundo a ABCR o dinheiro foi destinado a investimentos (R$ 1,03 bilhão), despesas operacionais (R$ 1,46 bilhão), desembolsos financeiros (R$ 1,67 bilhão), pagamentos a governos (R$ 324,5 milhões) e pagamentos de tributos (R$ 569,9 milhões). Se eu bem entendi, parece que o pedágio não é lá um bom negócio...que dureza!
Mauricio Della Barba
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