VIA RÁPIDA
Rodovias 1
O estado precário da maioria das rodovias brasileiras não é novidade. O que assusta é o descaso do governo federal, que tem em mãos números capazes de assustar qualquer assessor. Segundo dados do Departamento Nacional de Infra-estrutura de Transportes (DNIT), 46,4% dos 57 mil quilômetros da malha rodoviária federal estão em péssimo estado. Para o órgão, responsável pela construção, manutenção e operação das estradas brasileiras, o baixo investimento feito nos últimos 10 anos é a causa do problema.
Rodovias 2
A vida útil das estradas brasileiras é de 10 anos. Para manter todos os trechos em bom estado de conservação, segundo especialistas do setor, o País precisaria investir cerca de R$ 3 bilhões por ano. No entanto, de 1997 a 2003, o orçamento destinou no máximo R$ 2,1 bilhões, sendo boa parte para o pagamento de dívidas de anos anteriores.
Contra bebâdos
Dennis Bellehumeur, um norte-americano de 54 anos, desenvolveu um sensor para o volante, cujo objetivo é impedir que se conduza quando se consumiu álcool em excesso. Segundo Bellehumeur, o dispositivo detecta a presença do álcool através da pele do condutor podendo, desta forma, impedí-lo de prosseguir viagem. O americano passou os últimos 12 anos trabalhando neste projeto, depois do seu filho ter sofrido um acidente rodoviário. A invenção já foi patenteada e o inventor encontra-se a negociar a sua possível introdução em alguns veículos. De acordo com a NHTSA (National Highway Traffic Safety Administration), 40% dos acidentes rodoviários que acontecem, nos EUA, estão relacionados com o consumo de álcool em excesso. No Brasil, os números são maiores.
Fiesta off-road
Na onda ''off-road'', mais uma montadora se prepara para lançar um carro com visual aventureiro. Depois do Celta, nada mais impede a tentativa de atrair os consumidores com acessórios de fora-de-estrada. A Ford deve lançar, até o final de julho, uma versão do Fiesta para atender a última moda do setor. O modelo virá equipado com um pacote de opcionais com os acessórios clássicos, como estribos, racks e protetores plásticos pretos, e sem qualquer mudança na mecânica ou na suspensão.
C4 Sedan
Corre nos bastidores da indústria automotiva que a Citroen prepara uma versão inédita do novo C4 para ser comercializado nas Américas. Trata-se de um automóvel maior do que o atual hatch, com 2,73 de distância entreeixos (igual ao Omega feito aqui até 1998), pronto para brigar numa faixa superior de mercado. O modelo seria produzido na fábrica da PSA na Argentina, de onde já sai o Peugeot 307. O C4 Sedan dividiria a maioria dos componentes do Peugeot, que também poderia derivar outra versão sedan. A Citroen não confirma a idéia.
Para caminhoneiros
A Controlsat, empresa especializada em rastreamento de veículos por satélite, lançou no mercado um sistema dirigido a motoristas de caminhões autônomos, que representam hoje 40% do mercado de transporte. A idéia é facilitar o transporte de cargas mais nobres e de maior risco, o que resulta em um valor de frete maior. O carreteiro terá como custo somente o equipamento, já que o serviço de comunicação será pago pelos contratantes.
Vendas de maio
O mercado de veículos voltou a recuperar-se em maio, com vendas de 143 mil unidades, incluindo caminhões e ônibus. O resultado é 3,83% melhor que o de abril, quando os negócios registraram a primeira queda no ano, para 137,7 mil veículos. Foi o melhor mês de maio desde 2001, apesar da elevação da taxa de juros há nove meses seguidos. Para as montadoras, o mercado interno manteve-se estabilizado nos últimos dois meses, com variações relacionadas ao número de dias úteis. No acumulado do ano, as vendas somam 651,6 mil veículos, 10% a mais ante 2004.
Fiat lidera
A Fiat lidera as vendas de carros e comerciais leves de janeiro a maio, com 25% de participação. A Volkswagen está em segundo lugar, com 22%, seguida de perto pela General Motors, que se recupera da queda registrada no primeiro trimestre e já tem 21,8% de participação. A Ford mantém-se na quarta posição, com 12,5% do mercado. As japonesas Honda (3,8%) e Toyota (3,4%) estão na frente da francesa Renault, com 3,1% de participação. Os carros populares, como motor 1.0, responderam por 47,19% das vendas no mês passado, de acordo com dados da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave). O Gol segue como o modelo mais vendido (14.972 unidades), seguido por Palio (12.284), Celta (10.218) e Mille (10.129).
Gasolina adulterada
O diretor-geral interino da Agência Nacional do Petróleo (ANP), Haroldo Lima, está preocupado com os cortes no orçamento do órgão, que podem enfraquecem a fiscalização sobre combustíveis adulterados. O orçamento da ANP neste ano será de R$ 79,9 milhões, embora o órgão tivesse pedido verbas no valor de R$ 433,2 milhões. Segundo ele, no ano passado, cerca de 5% do combustíveis comercializados no País foram adulterados.
Movidos a gás 1
Apesar do governo federal não querer estimular o uso do Gás Natural Veicular (GNV) como combustível, muitos motoristas estão buscando a alternativa para reduzir seus custos. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Petróleo (IBP), mais de 85 mil veículos leves foram convertidos ao combustível no primeiro quadrimestre, número 63% maior do que o de conversões registrado entre janeiro e abril de 2004. Só em abril deste ano, quase 30 mil carros foram adaptados para rodar com GNV. Caso o ritmo seja mantido, o Brasil atingirá a marca de 1 milhão de carros a gás em três meses.
Movidos a gás 2
Hoje, a frota nacional movida a GNV soma 921,1 mil veículos. Os proprietários estão preocupados com os rumos que o governo pretende dar ao comércio do combustível no País. No mês passado, o Ministério de Minas e Energia afirmou que não pretende mais incentivar a queima do gás em automóveis, pois o Brasil pode enfrentar escassez do produto, que deve ser destinados a usos mais nobres, como o industrial. No Norte do Paraná, a falta de um terminal do gasoduto Bolívia-Brasil deixa o GNV longe de ser usado. Um estudo está sendo feito pela Compagás para trazer o gás até aqui, mas mesmo se der certo, o resultado só poderá ser visto na prática entre dois a três anos.





