100 mil Fox

Lançado em outubro de 2003 na versão duas portas e em junho de 2004 na versão quatro portas, o VW Fox, compacto mundial desenvolvido e fabricado exclusivamente no Brasil, celebrou esta semana a marca de 100 mil unidades produzidas. A participação do modelo no mercado nacional atingiu 7,5% no mês de janeiro e garantiu ao Fox a quarta posição no ranking dos carros mais vendidos do País. O Fox foi é o primeiro e único a oferecer motorização 1.0 litro com tecnologia bicombustível. O modelo é produzido na moderna fábrica da Volkswagen em São José dos Pinhais.


Maserati sem Ferrari

A Fiat divulgou um comunicado informando a separação da Maserati do grupo Ferrari. Agora, a marca do tridente passa a integrar e estrutura da Fiat Auto e trabalhar próxima à Alfa Romeo. O objetivo é fortalecer a imagem da fabricante no segmento dos modelos esportivos, com a utilização de motores mais potentes e tecnologia da Maserati.


GM rompe com Fiat


A General Motors resolveu romper seu acordo com a Fiat após desembolsar 1,5 bilhão de euros, o equivalente a cerca de US$ 2 bilhões. A dificuldade de chegar a um acordo culminou com o rompimento. Pelos termos do contrato entre GM e Fiat, essa última teria a opção de vender suas ações para a GM. Entretanto, o grupo norte-americano não estava interessado em comprá-las da empresa italiana, assolada em dívidas. Em comunicado oficial, a empresa norte-americana afirmou que a solução deixou satisfeitas as duas partes. ''A GM e a Fiat concordaram que a melhor saída é encerrar o acordo. Com este ajuste, a empresa italiana terá retorno financeiro favorável'', afirmou Rick Wagoner, presidente mundial da GM.

Acordo cooperativo

Entre outros detalhes, o acordo permitirá à GM continuar a usar algumas das tecnologias de motores diesel da Fiat e a manter 50% de participação na fábrica de Bielsko-Biala (Polônia) que produz os motores 1.3 diesel. Tanto a Fiat quanto a GM continuarão a dar suporte ao desenvolvimento conjunto das plataformas existentes. Além disso, a Fiat continuará a vender suporte de engenharia para a GM no desenvolvimento de tecnologia diesel.


Dodge Nitro

A Dodge apresentou no Salão de Chicago o utilitário esportivo conceitual Nitro. O modelo deve dar origem à versão definitiva do jipão de luxo médio que começará a ser vendido nos EUA e na Europa em 2006. O desenho arrojado é um dos destaques desse protótipo pintado de vermelho brilhante. O Nitro traz vários detalhes de alumino escovado e rodas de aro 20. Por dentro, há esportividade: instrumentos são em fundo branco com ponteiros vermelhos e a pedaleira é do tipo metálica com proteção emborrachada. Há ainda sistema de entretenimento com DVD player e sete telas de cristal líquido. Outro ponto interessante é que a área de carga vem com piso de vinil para facilitar a limpeza. O motor é V6 3.7 de 210 cv, o suficiente para atingir 173 km/h e acelerar de 0 a 100 km/h em 9,6 segundos.


Preços mais altos


General Motors e Fiat deram início à rodada de reajustes dos preços dos carros em fevereiro, apesar de as vendas terem caído 40% no mês passado, na comparação com dezembro. É o segundo aumento do ano. A GM elevou os preços de todos os modelos da linha 2005 em 1,2%, em média. Já os modelos da Fiat ficaram em média 1% mais caros. O reajuste variou de 0,7% a 1,36%. O Uno Mille, modelo mais barato do mercado, teve aumento de 1,12%, passando a custar R$ 18.990. Em janeiro, GM e Fiat haviam reajustado os preços em 1,9%, em média.


Catalisadores

Criados e tornados obrigatórios para diminuir a poluição causada por veículos, os catalisadores automotivos também podem emitir elementos perigosos para a saúde humana, principalmente metais como platina, paládio e ródio. A descoberta é da química Cláudia Morcelli, do Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (Ipen), que estudou o canteiro central da Rodovia dos Bandeirantes, no trecho entre São Paulo e Jundiaí. Os resultados estão em sua tese de doutorado, defendida há poucos dias no Ipen. Eles mostram concentrações de paládio 150 vezes maiores do que o normal. No caso da platina e do ródio, os valores são 42,5 e 133 vezes além do que é normalmente encontrado no solo.


Catalisadores 2

Segundo a orientadora de Cláudia, Ana Maria Graciano Figueiredo, esses elementos fazem parte dos próprios catalisadores e, com o desgaste e a abrasão, são emitidos como partículas, em meio aos gases de exaustão dos veículos, na forma metálica ou de óxidos. De acordo com Ana Maria, o aumento desses metais no meio ambiente pode ter efeitos prejudiciais para a saúde da população em geral, seja pelo contato direto com o material particulado, pela inalação ou por meio de alimentos e água. Isso não significa, no entanto, que se deva dispensar os catalisadores ou que eles causem mais problemas do que resolvem. ''Esses equipamentos desempenham um papel muito importante, removendo cerca de 90% do monóxido de carbono, hidrocarbonetos e óxidos de nitrogênio dos gases dos automóveis'', afirma Ana Maria. ''O que temos é de pensar no futuro impacto ambiental que o acúmulo dos metais podem causar ao longo dos anos.''

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