Vendas no Brasil

A indústria automotiva é mais um setor que reclamando da estagnação da economia brasileira. O balanço nas vendas do mês de junho foi o pior dos últimos dez anos. O licenciamento de veículos novos - que serve de referência para a contabilidade das vendas internas - foi de 100,1 mil unidades, pior número desde junho de 1993, quando somaram 97 mil unidades. No semestre, os licenciamentos foram de 647,6 mil unidades, número 8,25% inferior ao mesmo período de 2002, número considerado pior desde 1999. Com isso, a estimativa de vendas de veículos neste ano, atualmente em 1,4 milhão de unidades no ano, pode cair. A Anfavea alerta para o grave descompasso entre a capacidade instalada de produção, de 3,2 milhões de veículos por ano e a produção efetiva, de 1,8 milhão de unidades.



Vendas em Londrina

O licienciamento de veículos em Londrina também acompanhou a crise nacional. Até o dia 24 de junho, foram emplacados na cidade 546 veículos. No mês, a liderança de vendas regional é da Volkswagen, com 30,77% de participação. Logo atrás surge a Chevrolet, com 22,16%, Fiat (13,92%), Ford (12,45%), Toyota (3,66%), Honda (2,93%), Renault (2,20%) e Citroen (1,65%). Os modelos mais vendidos no mês foram, pela ordem, Gol, Celta, Uno, Palio, Corsa, S10, Novo Fiesta, Corolla, Ka, Astra sedan e EcoSport.



Pesquisa Rodoviária

Dez equipes de pesquisadores da Confederação Nacional do Transporte (CNT) estarão percorrendo, a partir de amanhã, por cerca de 40 dias, mais de 57 mil km das principais estradas brasileiras para colher dados para a oitava Pesquisa Rodoviária da CNT. Serão pesquisadas rodovias federais e estaduais pavimentadas, incluindo a malha privatizada. Em 2002, foram avaliados aproximadamente 52 mil quilômetros. O objetivo do levantamento é diagnosticar o estado geral de conservação das rodovias do País, levando em conta a qualidade do pavimento e da sinalização nas estradas, dadas às características de engenharia encontradas. No ano passado, o estado de conservação geral foi classificado como deficiente/ruim/péssimo em 59,1% da extensão pesquisada.


50 anos do Corvette

O Corvette, ícone de esportividade americana, completou no último dia 30 de junho seus 50 anos de idade. O primeiro protótipo foi apresentado em 1953, durante a exposição Motorama, em Nova York (EUA). O modelo tinha linhas suaves, quase femininas, e dois grandes faróis ovalados, que contrastavam com seu desempenho arrebatador. E assim, nessas cinco décadas, o modelo recebeu algumas transformações de motorização e estilo, mas nunca deixou suas características originais: motor potente e carroceria leve. Desde seu lançamento, em 1953, já foram produzidas (até dezembro de 2002) cerca de 1,2 milhão de unidades. Para celebrar este ano, a GM está produzindo, nos Estados Unidos, a versão especial comemorativa Corvette ''50th Anniversary Edition'', que na versão cupê custa US$ 49.345 (R$ 150 mil), e na versão conversível vale US$ 56.335 (R$ 168 mil).


Ferrari 7 marchas

Os engenheiros da Ferrari preparam um novo câmbio sequencial de sete marchas que poderá equipar a próxima geração do modelo 360 Modena em 2007, informa a revista norte-americana Autoweek. As versões equipadas com motor V8 são as prováveis candidatas a receberem o novo componente, já que as de doze cilindros não precisariam desse tipo de equipamento. Para adequar o câmbio de sete marchas ao motor da 360 Modena Stradalle, a Ferrari deve aumentar o regime de rotação máximo de 8.500 rpm para 9.500 rpm. Isso aproveitará melhor a potência do V8 3.6 de 400 cavalos, que tem capacidade de mover o ponteiro do contagiros muito rapidamente.

Menos um no PR
 
 A estagnação no mercado brasileiro, a crise generalizada em todo o Mercosul e a falta de perspectivas de exportação para a Europa levaram a direção da Renault a desistir do projeto de um novo automóvel no Brasil. A idéia surgiu no segundo semestre de 2002 e o novo modelo seria voltado, sobretudo, à exportação. O projeto representava a peça-chave para a operação brasileira deslanchar. Ao divulgar a suspensão do projeto por avaliar que não será ‘‘rentável’’, a empresa apontou a estagnação não apenas dos mercados sul-americanos como também do europeu - potencial destino das exportações do novo modelo - para justificar a decisão. A participação da marca francesa no mercado brasileiro foi de 4,52% em 2002, praticamente a mesma de 2001. Com capacidade anual de 150 mil carros, a fábrica produziu 55 mil no ano passado.

Mauricio Della Barba
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