A linha 406 desembarca este ano no país com um desfalque: a versão Break. O modelo, como o Cupé, foi apresentado no Salão de Paris, em outubro do ano passado, e tem desenho baseado no sedã. Mas apesar de ser vendida normalmente nas revendas da Peugeot na Europa, ela não tem previsão para chegar ao Brasil.
A parte frontal da perua é toda compartilhada com o três volumes. Como não podia deixar de ser, a personalidade da station wagon aparece na parte traseira, onde domina a avantajada tampa de acesso do porta-malas que recorta o pára-choque. Ela exibe o vidro traseiro de grandes dimensões e um pequeno aerofólio. As lanternas, de disposição horizontal, lembram as do 306 e são recortadas pela tampa.
Com 4,72 m de comprimento, ela é 31 cm maior que o sedã, o que garante um generoso espaço para a bagagem. O porta-malas tem capacidade para 526 litros de carga - com o encosto do banco traseiro rebatido aumenta a capacidade para 1.741 litros. Como alternativa para um número maior de passageiros, no caso crianças, a perua tem a opção de ser equipado com mais dois pequenos bancos na área do porta-malas. Estes assentos, como os demais, são assistidos por cintos de três pontos.
O restante do habitáculo tem desenho e equipamentos iguais aos do sedã. E também pode ser equipada com todos as opções de motores da linha. Ou seja: do comedido 1.6 de 90 cv ao esportivo V6 3.0 de 194 cv.
A francesa Peugeot é uma das poucas marcas estrangeiras presentes no mercado nacional que não tem grande parte de suas vendas ligadas a um só modelo. A empresa consegue que várias linhas diferentes tenham números parecidos. No ano passado, o carro de passeio da marca mais vendido no país foi o 405, com 1.816 unidades.
Mas, ele foi seguido de perto pelo 205, que atingiu 1.547 unidades, e pelo 306, com 1.492 unidades comercializadas em 96. Já o 106 vendeu 994 unidades. Só mesmo o 605, com 59 modelos, e o 806, com 47 unidades, ficaram para trás. Em compensação, o único utilitário da empresa no Brasil, a Pick-up 504, vendeu 2.423 unidades.

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