Verificação deve ser visual
Para não ser surpreendido, a melhor forma é checar periodicamente o estado da junta. Isso é feito facilmente ao abrir o capô. As principais circunstâncias em que as juntas precisam ser substituídas são quando o propulsor precisa de uma retífica e em casos de irregularidade no funcionamento, que provoque danos ou vazamentos, como superaquecimento, quebra da correia dentada, de parafusos ou prisioneiros, no caso dos cabeçotes.
''As juntas devem atender ao tempo de vida do motor, por isso é recomendável fazer a checagem dos sistemas de vedação no mínimo a cada 1 mil km ou dois meses para veículos que rodam pouco, isso para verificar se não há desgaste prematuro, cujas causas estão relacionadas com a montagem incorreta do produto ou mau uso do motor'', comenta Luiz Freitas, gerente de Marketing da Sabó.
De acordo com a Elring Klinger, uma junta de cabeçote deve durar entre 80 mil km e 100 mil km, em condições normais de trabalho.
Porém, fatores externos como o tipo do combustível e do lubrificante utilizados, as condições do líquido de refrigeração e a falta de manutenção preventiva também comprometem o componente.
''A junta de cabeçote é a parte principal da vedação entre cabeçote e bloco, um conjunto que trabalha com altas pressões e altas temperaturas'', enfatiza o coordenador.
A aplicação de produtos incorretos pode trazer sérios problemas para o conjunto, inclusive a perda total. Inicialmente ocorre vazamento de fluidos (água, óleo ou gases de combustão) para dentro ou fora do sistema.
No entanto, algumas falhas podem ser detectadas por meio dos indicadores de temperatura e pressão de óleo no painel de instrumentos, vestígio de vazamento de fluidos no sistema e baixo desempenho, barulho excessivo e funcionamento irregular.





