As vendas de carros e comerciais leves nos primeiros dez dias do mês registraram queda de 41% no varejo e de 69% no atacado em comparação ao mesmo período de dezembro. Ao todo, foram comercializadas 19.235 unidades pelas concessionárias, que receberam das fábricas 9,5 mil carros. Os estoques baixaram de 92 mil veículos no início de janeiro para 77.650.
Apesar dessa queda, a Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), está prevendo um aumento de 20% nas vendas de janeiro em relação a dezembro. ‘‘A expectativa é repetir os números de novembro, quando foram comercializados 135 mil veículos’’, diz o vice-presidente da Fenabrave, Waldemar Verdi Júnior. No mês passado as vendas no varejo somaram 111,8 mil unidades.
‘‘O susto provocado pela crise na Ásia e pelo pacote econômico já está passando’’, avalia Verdi. Entre as montadoras, no entanto, só a General Motors constatou uma ‘‘bolha de consumo’’, o que fez com que a empresa suspendesse uma redução de 25% na produção prevista para o primeiro trimestre. A Ford, ao contrário, anunciou a ampliação da redução da jornada na fábrica de São Bernardo (de 42 para 38 horas semanais) e a Fiat vai dar mais 10 dias de férias coletivas aos funcionários da linha de montagem. A Volks também está operando em ritmo mais lento do que o normal.
Revendedores de todas as marcas continuam fazendo promoções para acabar com os modelos da linha 97/98. Algumas revendas em São Paulo estão fazendo liquidações de carros que serão vendidos com descontos de 6% a 16%.
Revendedores da GM consideram exagero o anúncio da fábrica de que há uma ‘‘bolha de consumo’’. Lojistas já solicitaram à representantes da empresa que revejam a meta de produção prevista para março, de 39 mil veículos e, a princípio, que mantenha os números programados para janeiro e feveiro, em torno de 22 mil unidades.

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