Vendas de importados crescem 51% no Paraná
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sábado, 18 de setembro de 2010
Elaine Souza<br>Reportagem Local 
O Paraná vai bem, obrigada. No acumulado de agosto deste ano, os ricaços do Estado consumiram 51% a mais que em 2009. A BMW foi a que mais cresceu. A marca alemã teve aumento de 86%. A Maserati vendeu 75% a mais; a Audi, 48%; a Porsche, 31%; a Mercedez-Benz, 23%. A Ferrari, que na mesma época em 2009 havia vendido 3 carros, até o momento comercializou 2 unidades, o que remete uma queda de 33%.
O segmento avança como nunca e o número de pessoas que têm um carro de luxo é muito maior do que há um ano. A Porsche, por exemplo, aumentou as vendas 146% no Centro-Oeste e em 100% no Norte, segundo a Jato Dynamics do Brasil (empresa privada de análise do mercado automotivo) em agosto deste ano na comparação com o mesmo período de 2009. A Audi cresceu 217% no Centro-Oeste; 500% no Norte; 51% no Sudeste; 42% no Sul e 49% no Nordeste.
A BMW segue na mesma trilha com números que também impressionam: a montadora havia vendido em agosto do ano passado, na Região Sudeste, 1.648 carros; em 2010, no mesmo mês, 3.452 modelos foram comercializados, o que representa um crescimento de 109%. No Centro-Oeste, a BMW engordou seu caixa com um aumento de 61% nas vendas; no Nordeste, 138%; no Norte, 115%; e, no Sul, 92%.
A Mercedes-Benz também comemora ótimos resultados. Também em comparação a agosto do ano anterior, a marca vendeu 31% a mais no Centro-Oeste; 80% no Nordeste; 36% no Norte; 44% no Sudeste e 31% no Sul. A Maserati, por sua vez, teve queda de 44% no Sudeste, mas, em contrapartida, cresceu 40% no Sul, com sete unidades vendidas. Já a esportiva Ferrari cresceu 69% no Sudeste, e amargou uma queda de 25% no Sul. Juntas, Audi, BMW, Ferrari, Mercedes, Porsche e Maserati venderam em todo o País em agosto 2009, 7.499 carros. Em 2010, esse número saltou para 12.360. Um aumento de 65%
Londrina
Ao que parece o londrinense ingressou em alto estilo no clube dos consumidores relevantes para as montadoras de luxo. A folga nas contas bancárias dos clientes se reflete em números nas concessionárias de importados espalhadas pela cidade. A Euro Import, revenda BMW em Londrina e região, espera fechar o ano com 270 carros vendidos; até o momento foram comercializadas 180 unidades. Em comparação ao mesmo período do ano passado, a empresa registrou aumento de 40% nas vendas.
O gerente comercial da revenda, Jorge Luiz Lazzarotto, estima que em 2011 sejam vendidos 302 modelos. ''Esperamos vender em média 25 carros por mês no próximo ano. O mesmo grupo, em Curitiba, deve vender mil carros no ano. Há dois anos, mil carros correspondia a 40% das vendas no Brasil'', compara ele completando que no acumulado do ano, a BMW de Londrina está em quarta em vendas no país.
Os carros da marca variam de R$ 92 mil a R$ 630 mil. Alguns modelos não ficam mais que 30 dias exposto na vitrine. Já outros como a X1 (de R$ 120 mil a R$ 198 mil) e a X6 (de R$ 320 mil a R$ 460 mil) têm fila de espera e com entrega prevista só para fevereiro.
Já a Divesa, revenda Mercedes-Benz, aumentou em 50% suas vendas de carros num comparativo ao mesmo período de 2009. Em parte, o crescimento se deve à redução de preço de alguns modelos. Um exemplar que custava R$ 119 mil, hoje pode ser levado para casa por R$ 114,9 mil. A queda de preços tem a ver com a concorrência. É uma interessante briga de ''cachorro grande'' que se alinha no horizonte, tendo em vista que a cidade tem várias revendas de marcas de luxo.
Esse segmento é peculiar. O comprador desse grupo tem um perfil bem diferente do comprador de um carro comum. Quando o carro é lançado ele já conhece o produto ou viu e andou em viagens ao exterior ou porque é cliente da marca e tem uma relação pessoal com ela. Para tanto, as gigantes investem em ações de marketing específicas e, antes de tudo, em um relacionamento altamente personalizado em função do perfil do consumidor. ''Quando um cliente compra um carro de luxo, ele sabe exatamente o que está levando para casa. Sabe da potência, da tecnologia. Ele se programou para isso'', explica Eduardo Tauil, gerente de vendas da Divesa.


