A Renault do Brasil encerrou o ano de 2000 com muitos motivos para abrir champanhes legitimamente francesas, da região que dá nome à efervescente bebida. Suas vendas no País cresceram 74% em relação a 1999. Foram 56.608 automóveis comercializados, dos quais 43,8% do seu modelo popular, o Clio. O faturamento passou de R$ 736 milhões para R$ 1,5 bilhão, resultado que vai engrossar os números da montadora, que encerrou o balanço mundial de 1999 com 246,6 bilhões de francos franceses, equivalentes, na ocasião a 37,6 bilhões de euros. Ou em valores correntes, de hoje, a US$ 34,9 bilhões.
Satisfeito com esse desempenho, o francês Luc-Alexandre Ménard, presidente da Renault do Brasil, já traçou as primeiras metas da montadora, sediada em São José dos Pinhais, na Grande Curitiba (PR), para 2001. Entre elas, o lançamento de uma nova versão do Scénic, em março, e a produção dos motores brasileiros de mil cilindradas, que também irá exportar para a região do Mercosul e o México, onde está se instalando. A expectativa de Ménard é dobrar o resultado em 2001, ou, no mínimo, ultrapassar a barreira dos 100 mil veículos vendidos.
Segundo Ménard, para atingir a meta, a Renault aumentará o número de revendedores autorizados, dos atuais 140 – eram 100 em 1999 – para 175 ou 180. ‘‘Sem uma rede forte não conseguiremos atingir as metas’’, diz Ménard, que também aposta nas exportações da montadora brasileira. ‘‘Em 2000, exportamos 25% da produção para Argentina, Paraguai, Peru, Chile e Uruguai, um movimento que vai ser intensificado com o México’’, diz.
O presidente da empresa que iniciou sua produção no Brasil em dezembro de 1998 afirma, ainda, que a montadora encerrou 2000 com uma participação de 4% no mercado – em 1999 essa fatia era de modestos 2,7% – e faz mais uma previsão: ‘‘Vamos encerrar 2001 com participação de 6%.’’
Para isso, o executivo conta com a força do modelo Clio, cujas vendas aumentaram 293%, de 8.456 unidades em 1999 para as 24.814 de 2000. Já o Mégane, o carro premium da montadora, registrou aumentou de vendas de 31,2%, atingindo 6.014 veículos. O modelo Kangoo, lançado em fevereiro, registrou vendas de 5.332 unidades, em suas duas versões, de passageiros e utilitário.

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