O mercado de automóveis praticamente parou em fevereiro à espera do fechamento do acordo de redução do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados). O resultado desta expectativa foi uma queda de 50% nas vendas de veículos das montadoras para as concessionárias em relação ao mesmo mês de 98, disse José Carlos Pinheiro Neto, presidente da Anfavea (Associação
Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores).
Foram comercializadas 60 mil unidades, segundo o dirigente. Dados mais completos sobre a comercialização de veículos neste mês serão divulgados pela Anfavea na próxima semana. Pinheiro Neto afirmou sexta-feira, após a reunião que serviu para fechar o acordo do IPI, esperar que as medidas reativem o mercado de automóveis, mesmo sem a redução do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços).
‘‘Cada rede de concessionárias vai criar vantagens e cada revenda pode fazer suas próprias promoções, disse. Os veículos importados também serão beneficiados com a redução de imposto, mas na prática o efeito da medida será quase nulo, segundo o governo. Não há modelos importados 1.0 e os exemplares até 127 cavalos, que seriam beneficiados, continuam muito mais caros depois da desvalorização cambial. Montadoras, trabalhadores e governo vão continuar insistindo para obter o apoio dos Estados, mas consideram que o acordo está fechado. Há o temor de que a discussão sobre a redução do ICMS dos veículos continua deixando o consumidor na expectativa, adiando as compras.

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