As vendas de automóveis e picapes em abril cresceram 5,3% em relação a março. Foram vendidos no varejo cerca de 125 mil veículos desses segmentos, ante os 118,7 mil do mês anterior. Depois do aumento de preços de quase 10% que entrou em vigor quarta-feira, os revendedores calculam que em maio os negócios deverão cair entre 20% e 30%. No atacado (das fábricas para as revendas) foram vendidos em abril 118,6 mil carros e comerciais leves, 14,3% a menos do que no mês anterior, embora duas das principais montadoras - Volkswagen e General Motors - tenham aumentado a produção no período.
Durante março e abril os carros foram vendidos a preços em média 12% abaixo da tabela por causa do acordo que reduziu o Imposto Sobre Produtos Industrializados (IPI) e o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), este último somente em São Paulo e outros quatro Estados.
A redução do IPI de 10% para 5% nos carros populares e de 25% para 17% nos modelos de médio porte ainda terá validade até o dia 17. A do ICMS, de 12% para 9%, fica em vigor até o dia 26. Caso os dois acordos não sejam renovados, no fim do mês os carros podem estar até 25% mais caros.
‘‘O aumento anunciado nesta semana pode ser apenas uma brisa em comparação à tormenta que ainda está para ocorrer’’, comparou o presidente da Associação Brasileira dos Concessionários de Automóveis Fiat, Rubens Carvalho.

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