Venda de scooters cresce 600% em dez anos
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sábado, 15 de fevereiro de 2014
Cecília França<br>Reportagem Local 
Oscar Henrique Jovanovich, pedagogo em Londrina, não é o que se pode chamar de um amante de motocicletas. No entanto, comprou uma Honda PCX, mais nova scooter da marca, há pouco mais de um mês. "Foi essa moto que me motivou a comprar, porque é bonita, tem potência, tecnologia e você pode personalizar. Eu já coloquei baú e vou colocar luz de freio para ficar mais seguro", relata. A PCX de Jovanovich tem 150 cc e, segundo ele, "quando acelera é um foquete".
O pedagogo faz parte de um público que cresce a cada ano no País, atraído pela praticidade, conforto e economia das scooters. Elas são consideradas perfeitas para a rotina das cidades, onde o trânsito fica cada dia mais intenso e as vagas de estacionamento são raras. Sucesso de vendas na Europa, em dez anos as scooter tiveram um "boom" no Brasil, passando de 4.375 unidades comercializadas em 2003 para 31.370 em 2013 crescimento de 617%. Os dados são da Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares (Abraciclo).
Apesar da participação do modelo no total de vendas de motos no País ainda ser pequena (cerca de 2%), o bom momento vem incentivando fabricantes a lançar novos modelos. No ano passado, Kawazaki e BMW estrearam no segmento e Yamaha e Honda apresentaram novidades. Dafra e Suzuki também oferecem opções. Jovanovich destaca a economia do modelo como seu principal atrativo.
"Ela faz 35 quilômetros por litro e ainda tem um sistema que desliga no semáforo e depois retoma a aceleração, para economizar", diz o pedagogo. A tecnologia a que ele se refere, batizada pela fabricante de "idling stop system", faz com que a moto pare após três segundos em marcha lenta, retomando com apenas um toque no acelerador, e vem sendo apontada como diferencial para a venda do modelo.
Mas não confunda scooter com as tradicionais cubs - que têm a Biz como seu maior ícone. Elas são maiores e com câmbio automático, ou seja, basta frear e acelerar (nas cubs, a troca de marchas se dá pelos pedais). O funcionário público Rodirley de Souza, conhecedor de motos potentes, decidiu trocar a sua 250 cc pela Burgman, scooter da Suzuki de 125 cc. Ele garante não se arrepender da troca e ressalta os benefícios do novo transporte.
"Ela é boa de pilotagem, confortável, você anda sentado, é automática e econômica", elenca. Segundo ele, a Burgman faz 45 quilômetros com um litro de gasolina. "Ando mil quilômetros com ela com o dinheiro que andaria 250 quilômetros com um carro. Em um ano ela se paga", compara.
Para o servidor público, as motos de baixa cilindrada são ideias para a cidade, onde a velocidade máxima permitida é reduzida. Ele destaca, ainda, a mobilidade. "Eu uso para trabalhar, buscar os filhos na escola, tudo. Só pego o carro quando estou com toda a família", afirma.


