As constantes altas no preço da gasolina e o crescimento de prestadores de serviços que utilizam este tipo de veículo está esquentando o mercado de motocicletas no Brasil. Apesar da Honda continuar na liderança folgada, os números mostram que foi a Yamaha que mais cresceu de janeiro a agosto deste ano. Enquanto a Honda teve um incremento em vendas na ordem de 19,3%, a Yamaha cresceu 57,8%.
A Yamaha vendeu 47.571 unidades neste ano, enquanto que no mesmo período do ano passado havia vendido 30.154. A Honda passou de 343.027 no ano passado para 409.244 neste ano. A Honda tem participação de 87,8% do mercado nacional e, a Yamaha, de 10,2%. No ano passado, a Honda tinha 89,7% e a Yamaha 7,9%.
A crise econômica deve retrair o mercado, mas nem tanto. ''Devemos crescer mais de 20%'', disse o gerente executivo da Abraciclo - Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas e Bicicletas, Franklin de Mello Neto.
A Yamaha Motor do Brasil, porém, superou suas expectativas. ''Crescemos mais do que o esperado'', afirmou o gerente de vendas da empresa, Aurélio Maranha.
O crescimento fez com que a Yamaha aumentasse o número de revendas no País. Atualmente, a empresa tem 264 concessionárias. Na semana passada, Aurélio Maranha e o presidente da Yamaha do Brasil, Yashimi Watanabe, visitaram a nova concessionária da marca em Londrina: a Marajó Motos. A revenda faz parte do grupo Marajó, formado pela União Administradora de Consórcio e a Marajó Bella Via Automóveis. Segundo o diretor do grupo, Rodolfo Montosa, a previsão é abocanhar 20% do mercado de motos da cidade.
Londrina também conta com a PB Moto, que representa a marca Yamaha há 24 anos. Cesar de Oliveira, proprietário da revenda, inaugurada há 47 anos, disse que a média mensal de venda é de 50 motos, sendo a maioria de 125 cilindradas.

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