Curitiba O ano de 2002 foi fraco para as revendedoras de veículos importados. A oscilação do dólar, o ambiente de eleição presidencial e outros fatores da conjuntura internacional, de acordo com a Associação Brasileira das Empresas Importadoras de Veículos Automotores (Abeiva), refletiram uma queda nas vendas de 40,07% em relação a 2001, registrando 8.593 unidades vendidas contra 14.338 veículos do ano anterior.
Mas para as marcas que vendem carros de luxo, o impacto foi menor. A BMW, por exemplo, ficou em segundo lugar no ranking dos importados, e vendeu 1.450 veículos no ano. O primeiro lugar ficou para a Kia, cujas vendas foram alavancadas pelo modelo Besta.
As previsões para 2003 são otimistas. O presidente da Associação Brasileira de Empresas Importadoras de Veículos Automotores (Abeiva), André Muller Carioba, diz que nos últimos dois meses do ano o setor já apresentou uma recuperação.
Segundo Carioba, se a tendência de queda da cotação do dólar e do euro permanecer para algo em torno de R$ 3, o setor poderá ter uma retomada do crescimento. ''Projetamos vendas em torno de 10 mil veículos para 2003 caso o cenário para este ano seja positivo'', afirmou. O presidente da Abeiva acredita que os carros importados vão poder competir melhor no mercado brasileiro com a definição do quadro político nacional e a consequente estabilização da moeda norte-americana, queda do risco-país e retorno dos investimentos estrangeiros.
Para estimular ainda mais esse mercado, os revendedores de importantos tentam, junto ao governo federal, reduzir a alíquota de importação, de 35% para 20%.

mockup