A coreana Kia Motors foi a que mais vendeu em setembro entre as marcas de veículos que não têm fábricas no Brasil. Foram vendidas 1.008 unidades da marca, o que representou participação de 18,2% no total vendido pelos importadores independentes.
Em setembro as marcas sem fábricas no País venderam 5.532 unidades, 11,9% menos do que em agosto. Os números foram divulgados oficialmente pela Associação Brasileira das Empresas Importadoras de Veículos (Abeiva).
A segunda marca mais vendida foi a Toyota, com 919 unidades, seguida pela Peugeot, com 881. O veículo mais vendido neste segmento no mês passado foi o utilitário Hilux, da Toyota, seguido pelo automóvel Xsara, da Citroen. Em terceiro lugar ficou o utilitário Besta, da Kia.
O presidente da Abeiva, José Luiz Gandini, manteve a previsão de as marcas que representa venderem 65 mil veículos este ano. A previsão inicial era de 70 mil. Mas a queda na demanda, resultado do aumento dos juros, fez os importadores alterarem a previsão.
O mercado que as marcas da Abeiva ocupam no Brasil hoje deverá empatar em 1999, segundo Gandini. Ou seja, as 18 marcas associadas à entidade deverão vender 65 mil unidades em 99. ‘‘O quadro poderá mudar em função do que o governo decidir para a política econômica’’, disse Gandini.
As vendas das marcas importadas que não têm fábricas no Brasil vêm aumentando. Ocupavam uma fatia de 3,2% em agosto e passaram a 4,3% em setembro.
Ao contrário da indústria nacional, que vem enfrentando dificuldades por excesso de produção e estoques, os importadores independentes têm operações enxutas e conseguiram adequar suas encomendas à demanda.
Um dos principais motivos é que essas empresas estão atreladas ao sistema de cotas. Ou seja, só podem importar veículos com incentivos fiscais dentro do limite anual de 50 mil unidades para todas as marcas.

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