A venda de carros movidos a álcool registrou recorde histórico negativo no primeiro mês do ano: as fábricas não conseguiram negociar nenhuma unidade para a rede de concessionárias.
‘‘É um zero estatístico’’, diz Silvano Valentino, presidente da Anfavea, a associação que reúne as montadoras. ‘‘Foram tão poucos que não foi possível calcular. O mercado do carro a álcool está desaparecendo. ’’
Em 94, o carro a álcool ainda representava 12,2% das vendas de automóveis no mercado interno. Essa participação despencou para 3,2% em 95, e 0,5% no ano passado. Em janeiro do ano passado, haviam sido vendidos 841 carros. ‘‘Quem determina o mercado é o consumidor, não o fabricante’’, diz Valentino. ‘‘Vendemos cada vez menos carros a álcool porque temos cada vez menos fregueses.’’
Segundo as montadoras, a reativação do mercado do carro a álcool depende de uma política do governo e não de uma decisão das fábricas. ‘‘O País não tem plano traçado de matriz energética’’, afirma Valentino. Em 1986, 96% dos automóveis vendidos no país eram movidos a álcool. O preço era mais baixo do que o da gasolina e havia incentivos fiscais parar consumidor e indústria.
A queda começou em 90, ano em que houve falta do combustível e filas nos postos para encher o tanque. A participação do carro a álcool caiu para 13% do mercado total.
Se o carro a álcool desaparece das concessionárias, o ‘‘popular’’ continua aumentando sua participação nas vendas.

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