Agência Estado
As vendas de automóveis e comerciais leves no atacado (das fábricas para as revendas) cresceram 6,6% em julho em relação ao mês anterior. Foram vendidas 108,3 mil unidades, quase o mesmo volume registrado em igual mês do ano passado. No acumulado dos sete primeiros meses, as vendas desses dois segmentos somam 706,2 mil unidades, uma queda de 20,9% comparado ao mesmo período de 1998.
A Volkswagen comercializou em julho 32,2 mil unidades, 10,6% a mais do que em junho. A Fiat, com 29,6 mil unidades, registrou crescimento de 26,8%. Com 25,7 mil carros vendidos, a General Motors apresentou queda de 3,6%. O pior resultado ficou com a Ford, que entregou aos concessionários 7,7 mil veículos, 11,8% a menos do que no mês anterior.
Honda, Toyota, Renault, Mercedes-Benz e importadores comercializaram 13,1 mil unidades. Desse total, cerca de 4,5 mil são de importadores independentes (não ligados às montadoras). Esse número é preliminar e aponta uma queda de 14%. O balanço oficial será divulgado nesta semana.
O resultado melhor obtido em julho já era esperado pelas montadoras por causa da proximidade do fim do acordo de emergência, que reduziu impostos e preços. O acordo termina no fim deste mês, quando os preços dos carros poderão subir até 12%.
No acumulado de janeiro a julho, as vendas de automóveis de passeio caíram 18,4% e as de comerciais leves 32,3%. No segmento de carros, todas as montadoras tiveram resultados negativos. O maior é o da Ford, que reduziu suas vendas em 52%. A General Motors teve queda de 21%, a Fiat de 17% e a Volkswagen de 15%. No segmento de picapes, a Fiat foi a única que registrou crescimento de 16,4%. General Motors e Ford caíram 42,3% e a Volkswagen, 26,3%.

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