Maringá - Acelerar a mais de 100, 200 quilômetros por hora em um dragster, motor V8 com 1.024 cavalos de potência que, se não fosse pelo tamanho da pista poderia ir mais longe e ainda mais rápido. Essa é a sensação sentida frequentemente pelo comerciante Pedro Martinhago e que conseguiu transmitir ao filho Pedro Augusto Martinhago de apenas 13 anos.
Um apaixonado pela velocidade desde a juventude, Martinhago - que mora em Maringá (Região Noroeste) - corre em pistas há aproximadamente oito anos mas, segundo ele, nos últimos meses resolveu experimentar a adrenalina proporcionada pelas arrancadas. ''O meu esporte preferido é o kart, mas começaram a me 'perturbar' para ter um carro de arrancada e, então, escolhi o dragster'', comenta.
O comerciante lembra que a compra do veículo foi como uma volta às origens, uma vez que costumava participar de campeonatos de arrancada há pelo menos duas décadas. Observar o aumento no giro do motor lhe causa um ''sentimento indescritível''. ''Isso está no sangue é uma coisa sem explicação. Você ouve o barulho, arrepia e que estar no meio disso, é paixão mesmo'', define.
O gosto pela prática do esporte de velocidade move Martinhago. Empresário do ramo de papelaria, ele também atua na construção civil e encabeçar o projeto de construção de uma pista em Maringá é encarado como um sonho realizado que, hoje, compartilha com o filho Pedrinho. O coração de pai, claro, busca motivar o filho, mas está sempre apertado enquanto o garoto acelera. ''Em toda competição existe sempre uma alegria, que é a hora da bandeirada final. Nesse momento, sei que terminou tudo bem'', observa.
Apesar da pouca idade o garoto, que corre desde o 7 anos de idade, sabe que a velocidade é uma diversão que deve ser encarada com muita responsabilidade devido aos riscos, mas que ele não deseja abrir mão. ''Correr dá uma emoção, acho que está no sangue, não me vejo sem a corrida'', diz Pedrinho.
Ele revela que mesmo antes de pilotar karts sozinho, já experimentava a emoção das pistas no colo do pai e isso o motivou a ser piloto. O garoto começou a praticar a arrancada há poucos meses e já atingiu 135 quilômetros por hora em seu dragster, uma miniatura do automóvel do pai.
Tão apaixonado quanto o pai pela ''pisada no acelerador'', ele sonha em dar passos ainda maiores na carreira de piloto. ''Eu me vejo chegando cada vez mais longe, até mesmo na Fórmula 1, talvez quem sabe'', diz convicto de que para se chegar a categoria mais conhecida do automobilismo precisará se dedicar bastante.
Um hobby compartilhado por pai e filho a arrancada de dragster em Maringá traz a união entre as famílias não apenas pelos laços de sangue, mas também pela adrenalina e o desejo de sentir o coração batendo mais forte. Esses sentimentos são capazes de criar uma admiração ainda maior de Pedrinho pelo pai. ''(Meu pai) É um espelho pra mim e meu grande incentivador''.

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