Desde os 15 anos, o tecnólogo em automação Luciano Merighe é apaixonado por motos e a sensação de pilotar em duas rodas, segundo ele, "é inexplicável". "É emoção pura", define.
Merighe comprou sua primeira moto aos 18 anos e a fascinação pelo veículo nunca mais parou. Ao todo, ele já teve 25 motos de vários modelos e marcas e hoje está na sua quinta moto de alta cilindrada, uma Suzuki Srad 1000 2009, que usa, basicamente, para se divertir na estrada, aos fins de semana.
"A segurança é pouca na rua, por isso prefiro pegar a estrada com os amigos. Sempre faço viagens curtas, a mais longa que fiz foi para o Rio Grande do Sul, quando pilotei por cerca de 2 mil quilômetros", lembra o tecnólogo.
Para ele, a moto é um hobby caro, especialmente porque é preciso deixar a manutenção em dia. "Conquistar a primeira moto é difícil, mas depois vai ficando fácil trocar de modelo", diz Meghire, que já chegou a correr a 300 km/h durante um passeio pela rodovia Castelo Branco. "Pilotar em duas rodas é algo único, emocionante, prazeroso. É adrenalina pura", resume.
Merighe é um dos clientes da loja Racing Point, de Londrina, especializada em motos de alta cilindrada. Segundo o proprietário da oficina, Fernando Christian Budny, muitos motociclistas buscam a loja para incrementar a potência das motos.
"Outra vantagem é a economia de combustível", ressalta Budny, explicando que a preparação da moto é feita eletronicamente, por meio de uma reprogramação da motocicleta. "A moto tem um chip que funciona como um 'cérebro' que diz como a injeção funciona no motor. Mapeamos o chip por meio de um aparelho chamado dinamômetro e a partir das informações recebidas alteramos alguns parâmetros de fábrica", detalha.
Entre as mudanças possíveis, Budny cita alterações na injeção, responsável pela alimentação de combustível, e na ignição, que compõe o sistema de velas da moto. "Usamos um aparelho chamado rapid bike que aumenta em 20% a potência do motor de maneira eletrônica." Tudo é feito em uma sala com isolamento acústico.
Conforme Budny, também é possível "tropicalizar" motos europeias para padrões nacionais. "Neste caso, os parâmetros europeus dão lugar a ganho de potência, para pistas, e economia de combustível, para viagens longas."
Ele lembra que a reprogramação é, basicamente, um trabalho de incremento da moto de rua. "Mas nosso foco são os modelos de 600 cilindradas para cima, as superesportivas."

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