Veículos premium em solo nacional
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domingo, 02 de novembro de 2014
Cecília França<br>Reportagem Local 
São Paulo - O capô musculoso e as rodas largas abrigam um motor à combustão e dois elétricos capazes de desenvolver até 887 cv de potência e acelerar de 0 a 100 km/h em 2,8 segundos. Ainda assim, o consumo médio gira entre 33,3 e 29,4 km/l. Estamos falando do 918 Spyder, híbrido apresentado pelo Brasil na primeira vez pela Porsche, no Salão Internacional do Automóvel de São Paulo. Mais potente, o superesportivo também tem o preço mais salgado do evento, podendo chegar a R$ 4 milhões.
O 918 não será comercializado no Brasil, mas a marca apresentou outro modelo voltado para o mercado nacional: o Cayenne Turbo, SUV esportivo que custa R$ 679 mil e é equipado com motor 4.8 V8 de 520 cavalos. A Porsche expõe, ainda, a versão S e-Hybrid do Panamera, que usa motor elétrico de 95 cv combinado a outro à combustão de 333 cv, e os novos Boxster GTS e Cayman GTS.
O presidente da montadora, Marcel Visconde, defendeu incentivos por parte do governo federal para viabilizar a importação de veículos híbridos, que ainda têm um alto custo. O estande da Porsche eleva à máxima potência tudo que o mercado de veículos premium vislumbra, hoje, para o Brasil, onde representa apenas cerca de 2% das vendas totais de automóveis no País.
Com investimentos anunciados para produção no Brasil, a Jaguar Land Rover aposta na expansão dessa fatia para até 5% em 2020. "Em dez anos é possível que essa participação chegue a 10%, se igualando a de países maduros", diz Terry Hill, presidente da montadora inglesa no Brasil.
A marca anunciou a fabricação do novo Discovery Sport na fábrica que o grupo está erguendo em Itatiaia (RJ) e não descarta a produção de um modelo Jaguar na planta. No salão foi apresentado, pela primeira vez na América Latina, o sedã XE, que, possivelmente, será o primeiro nacional da Jaguar.
Marca que já tem fábrica no Brasil, a BMW mostrou várias novidades em seu estande, tendo como destaque o híbrido i8, já comercializado no País por salgados R$ 799.950. A marca também mostrou outros modelos inovadores, mais "possíveis", como o X5 a diesel, a segunda geração do BMW X6 (que entrega 450 cv e chega ao Brasil no início de 2015), o M4 coupé, disponível a partir do fim deste ano por R$ 449.450, e o X4 M Sport. Este começa a ser vendido já em novembro, a partir de R$ 264.950. O modelo tem dimensões compactas, entradas de ar no para-choque e transmissão automática de oito velocidades.
A BMW mostrou, ainda, o Active Tourer, modelo com tração dianteira (uma novidade da marca), equipado com câmbio automático de seis marchas e capaz de desenvolver 231 cv de potência. As vendas começam no início de 2015, mas os preços não foram revelados. A BMW inaugurou neste mês sua fábrica em Araquari (SC), onde está produzindo o sedã Série 3. O utilitário esportivo X1 entrará na linha de montagem em breve. O presidente do grupo, Artur Piñero, prevê para este ano a venda de até 50 mil veículos de luxo no País, uma alta de quase 10% frente a 2013.
A Mini, divisão da BMW, lançou no salão o novo modelo Mini 5 Doors. Com 72 milímetros a mais de entre-eixos, ele amplia para cinco a gama oferecida pela marca no Brasil e chega às concessionárias no primeiro trimestre de 2015. Segundo Piñero, as portas traseiras eram uma antiga demanda dos clientes da marca.
Investimentos
Outra marca de luxo, a Audi, inaugura fábrica em São José dos Pinhais, no mesmo complexo da Volkswagen, em 2015. O grupo reafirmou a produção do A3 Sedan na planta, que vinha sendo questionada, e do Q3, em 2016. No salão, a marca mostrou o novo TT Roadster, que chega ao Brasil no primeiro semestre de 2015, e sua versão S, disponível a partir do início de 2016. Apresentado pela modelo brasileira Izabel Goulart, o novo modelo esportivo teve aumento de 37 milímetros no entre-eixos, em relação à geração anterior.
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