O Brasil é o único País onde a Kombi ainda é fabricada, a exemplo dos modelos Santana e Mille, esses dois últimos na casa dos 20 anos. ''Em nenhum outro local no mundo isso ocorre'', afirma o diretor José Caporal, da Megadealer, consultoria especializada no mercado de veículos.
Além de se destinarem a públicos específicos, os três veículos têm em comum a opção pelo preço mais baixo. A Kombi é a van mais em conta e o Santana é o carro grande mais barato e atrai principalmente taxistas. O Mille é o de menor valor no mercado de populares.
A Kombi, sozinha, já vendeu mais de 1,3 milhão de unidades no País. Em meio século, a van passou por quatro reestilizações, mas as características do design da primeira versão foram mantidas. ''Outras empresas tentam repetir o sucesso da Kombi, mas nenhuma conseguiu nesses 50 anos'', afirma Paulo Sérgio Kakinoff, diretor de Vendas e Marketing da Volkswagen.
Segundo ele, a perua teve todos os testes de segurança aprovados pelo Departamento Nacional de Trânsito (Denatran), mas muitos analistas insistem que o modelo não é seguro no trânsito, por causa do seu formato.
O Mille já passou de 2 milhões de unidades vendidas em 20 anos, também com poucas mudanças de desenho externo. Há duas semanas, o modelo, o quinto mais vendido no País, passou a ser equipado com motor bicombustível.
O mesmo ocorreu com o Gol, outro modelo com mais de duas décadas. A primeira versão do carro foi lançada em 1980, mas em 1994 ele foi totalmente renovado. Cinco anos depois, passou por nova reforma e, neste ano, deve ganhar outra maquiagem de rejuvenescimento para segurar-se um pouco mais na liderança de vendas do mercado.
Desses ''velhinhos'', a Kombi começa a figurar como relíquia na lista de procurados por colecionadores dentro e fora do País. Há alguns anos, o Clube do Fusca vendeu para uma empresa do Japão um modelo 1953, o primeiro a ser comercializado no País. Tempos depois, os classificados de um jornal japonês anunciaram o veículo, com foto, por US$ 35 mil. (C.S.)

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