Variant ganha vida nas mãos de restaurador
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sábado, 27 de agosto de 2011
Vinícius Fonseca <br> Reportagem Local 
Alguns objetos são capazes de despertar sentimentos e boas lembranças. Neste sentido, a Volkswagen Variant 71 de Armando Nobuyoshi Tanno rende boas histórias.
Mecânico e restaurador de carros antigos, Tanno conta que conseguiu o automóvel há aproximadamente três anos. Segundo ele, o carro foi comprado em Londrina mesmo e não estava em bom estado. ''Na verdade, estava totalmente detonada. Somente há uns seis meses consegui concluir a restauração'', revela.
No universo do antigomobilismo, as reformas de veículos costumam ser demoradas. E com Tanno não foi diferente, apesar dele ser um profissional na área. ''Quando o carro é da gente vamos deixando sempre por último e fazendo lentamente, tenho que dar preferência ao cliente'', diz o dono da Restaurações São Thiago.
Depois de concluído o trabalho, não faltam elogios para o veículo de peças todas originais. De acordo com Tanno, as pessoas na rua sempre perguntam se o carro tem preço e até pedem para dar uma volta.
Na cor verde, a Variant de frente alta tem motor 1600 de dupla carburação e utensílios característicos da época como o banco estofado em courvin - mesmo material usado na tapeçaria -, o painel com detalhes em madeira, além da roda ''mexirica'', aro 14, o câmbio quatro marchas e um retrovisor apenas no lado do motorista.
Todas essas são apenas algumas das características do veículo, mas não a mais marcante de uma Variant. Afinal, como não citar o fato de o porta-malas ficar na dianteira do carro, enquanto o motor vai atrás? Algo um tanto diferente para os padrões atuais. ''O único detalhe de época que ainda falta nela é o rádio toca-fita da época, que já consegui e pretendo instalar em breve'', conta o mecânico.
Tanno é um cuidador carinhoso de sua Variant 71 e explica que o amor pelo carro é anterior à compra. Tudo começou nos tempos da juventude. ''Eu já tive uma Variant quando era rapaz e toda vez que vejo esse carro lembro daquele tempo em que passeava com os amigos. Isso é muito gostoso'', comenta.
Mas não só de lembranças vive o mecânico. O presente também proporcina bons momentos em família. Pelo menos é o que garantem Armando Tanno Junior, 33, e Alexandre Thiago Tanno, 27, que ajudam o pai na restauradora e de vez em quando até dão uma volta com a Variant. ''Minha menina de cinco anos adora, mas o difícil é ele (o pai) deixar o carro sair da garagem'', brinca Junior.
Apesar da dita resistência de Tanno em liberar o veículo aos filhos, uma coisa a família não dispensa. Sempre que possível, eles levam o automóvel para desfilar suas histórias em encontros de carros antigos.
Agora os Tanno tem novos planos: reformar outros veículos que ficarão em família, entre eles um Fusca 1200 ano 65, uma Variant também 71 e uma camionete F-100.


