Usuário desconhece direitos no seguro
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sábado, 16 de agosto de 2003
Alan Maschio<br> Reportagem Local 
Cerca de 25% da frota nacional de veículos é segurada, mas com certeza, um percentual do consumidor bem menor do que esse desconhece todos os seus direitos com relação ao serviço. É comum, por exemplo, donos de carros terem seus pára-brisas trincados e, no entanto, não acionarem o seguro por acharem que terão que pagar a franquia integral para a troca do vidro. Ou trancarem as chaves dentro do carro e pagarem cerca de R$ 20,00 ou R$ 30,00 para que um chaveiro mal-humorado, às duas da madrugada, venha abrir sua porta.
Mas as dúvidas começam mesmo é na hora de contratar um seguro. As opções e coberturas são tantas que nem mesmo um consultor de riscos com muito boa vontade pode fazer o motorista entender tudo. Valor determinado e valor referenciado, assistência 24 horas, acidente pessoal por passageiro, cobertura contra terceiros, cobertura para vidros, franquia normal ou reduzida. Essas são, na maioria dos casos, as opções que o consumidor tem para segurar seu carro.
Sem sombra de dúvidas, o serviço que, teoricamente, deveria ser o mais utilizado pelos motoristas é a assistência 24 horas. ''Essa opção de cobertura oferece desde auxílio mecânico em caso de pane até translado de corpo, se por acaso o segurado sofrer um acidente fatal'', explica Antônio Carlos Luppi, da Service Corretora de Seguros, de Londrina. Outros serviços disponíveis pela assistência são chaveiro para o carro, disponibilização de táxi, pagamento de gasolina e hospedagem em hotel, entre vários outros.
Também devemos saber que temos duas opções para determinar o valor da apólice. ''Pode-se escolher entre as apólices de valor determinado, na qual o proprietário determina um valor fixo para sua apólice, ou a apólice de valor referenciado, na qual o valor total segurado é determinado por cálculos de preço médio do seu carro no mercado'', explica. ''Usualmente, os donos de carros têm escolhido o seguro de valor determinado, pois no caso de ocorrer uma grande desvalorização do veículo, a apólice continua a valer a mesma coisa''.
Outra boa opção para o consumidor é a contratação de um seguro com franquia reduzida, que é 50% menor do que o valor da franquia normal. A contratação de um seguro com esse tipo de franquia fica cerca de 12% mais cara, mas pode compensar no caso de pessoas que usam o seguro com frequência maior do que o normal.
E, também com certeza, são os seguros para os vidros os menos acionados pelo donos de carros. A confusão acontece porque muitas pessoas acham que, para que o seguro efetue a troca de um pára-brisa trincado, por exemplo, seja necessário o pagamento do valor da franquia para o casco do veículo. ''Na verdade, a franquia para o pára-brisa nunca ultrapassa a faixa dos R$ 50,00 para veículos de passeio nacionais. E geralmente os vidros laterais e trazeiros são trocados de graça'', explica Luppi.
ORIENTAÇÕES IMPORTANTES
- Fique atento ao índice de atualização dos valores dos prêmios e do que está sendo segurado;
- Sempre segure seu bem no seu valor real, você pode pagar um preço mais alto pelo prêmio, mas terá certeza de ressarcimento integral de seu prejuízo e do recebimento de todo capital segurado;
- Caso o valor do seu bem aumente ou diminua, avise a seguradora para que seja feita a alteração do seu contrato;
- Qualquer alteração no objeto ou local segurado deve ser comunicada o mais rápido possível à empresa. Por exemplo, se o principal motorista do veículo mudar, seu perfil deve ser alterado;
- Mantenha os documentos em ordem. Uma carteira de habilitação vencida pode impedir que você receba o valor do seguro. Outro empecilho é a ingestão de bebidas alcoólicas, o estudo do Idec de 2000 concluiu que as sete companhias analisadas não cobriam acidentes com motoristas embriagados.
* Fonte: Instituto de Defesa do Consumidor (IDEC)


