Carta Z NotíciasPotênciaA K 1200 RS chega para ser o modelo topo de linha da marca alemãO lado mais agressivo das motos BMW está desembarcando no Brasil. A marca alemã começou a comercializar no mês passadono País a superesportiva K 1.200 RS, a moto mais potente já produzida pela empresa em toda sua história, graças a seus 130 cv. Até agora, a motocicleta mais potente da marca no mercado nacional não passava dos 90 cv.
Por aqui, além de ser a mais poderosa, a moto também chega para ser o modelo top de linha. Isso a deixa praticamente sem concorrentes no mercado interno, devido ao seu preço, estimado pelo BMW em US$ 30 mil. A K 1.200 RS faz mesmo jus ao posto de top. Além de toda a tecnologia que fez a fama dos modelos BMW, a versão mais moderna da série K, que completou no ano passado 20 anos, estréia algumas inovações nas motos da marca alemã.
Uma das mais significativas foi o novo câmbio de seis marchas. Uma configuração já adotada largamente em outras marcas, até mesmo em motos menores, como a nacional Yamaha DT 200, mas que paradoxalmente a BMW sempre protelou. Usava ainda câmbio de cinco velocidades. Junto com a nova caixa de marchas, que ajuda na economia de combustível e torna as viagens longas mais agradáveis, a nova K ganhou um chassi também inédito.
Carta Z NotíciasVelocidadeO fabricante afirma que a velocidade máxima é de 245 quilômetros por hora
O quadro de alumínio se resume a uma estrutura dorsal que interliga as suspensões traseira e dianteira. Para diminuir as vibrações, o motor fica pendurado e quase não tem contato com o quadro.
Na K 1.200, quem acaba vibrando é o piloto, que tem à disposição um propulsor de 1.171 cc com quatro válvulas por cilindro capaz de levar a moto, segundo a BMW, aos 245 km/h. A aceleração do zero a 100 km/h não é menos espantosa: 3,7 segundos. Tudo obra dos 130 cv obtidos a 8.750 rpm e do generoso torque de 11,9 kgfm a 6.750 rpm. Para conter este bom desempenho, o motoqueiro conta com freios a disco ventilado na frente e atrás gerenciados por ABS.
Toda esta potência e força são transmitidas para a roda traseira pelo tradicional eixo cardã, uma solução mais silenciosa, que diminui a necessidade de manutenção em relação às correntes. Na nova K, este eixo é flexível graças a uma cruzeta existente perto da roda. Isso também contribui para diminuir as vibrações. Além disso, a BMW colocou uma barra estabilizadora logo abaixo do eixo cardã, para garantir a sintonia com o eixo da roda traseira.
A suspensão também revela toda a tecnologia de ponta empregada pela BMW. O destaque é o conjunto dianteiro do tipo Telelever, igual ao adotado na estradeira R 1.100 RT. Ele traz para a parte da frente um conceito já empregado nas suspensões traseiras de motos de todas as marcas inclusive BMW: o monochoque. Na Telelever, o conjunto único de mola e amortecedor fica quase embaixo do tanque. Os garfos passam a servir apenas para equilibrar o conjunto.
Uma moldura digna da tecnologia embarcada e dos US$ 30 mil cobrados por uma K 1.200 RS.

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