Um utilitário esportivo ao 'gosto' brasileiro
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sábado, 08 de outubro de 2011
Gisele Mendonça <br> Reportagem Local 
Um carro pensado para o consumidor brasileiro. Assim a Renault apresentou na última terça-feira, em Foz do Iguaçu, o Duster, primeiro SUV da marca francesa. Segundo a montadora, o projeto focou quatro pontos fortes: estilo, espaço, robustez e versatilidade. O modelo, que já é vendido em dezenas de outros países, começa a ser produzido no Brasil adaptado para o mercado local.
São seis versões de acabamento, com duas opções de motor, ambos 16V Hi-Flex: 1.6 litro, que desenvolve 115 cv5.750 rpm (com etanol) e 110 cv5.750 rpm (gasolina); e 2.0 litros, com 142 cv5.500 rpm (etanol) e 138 cv5.500 rpm (gasolina). A versão de entrada (1.6 - R$ 50.900) tem tração 4x2, câmbio mecânico de cinco marchas, roda 16'', ar condicionado, direção hidráulica, vidros dianteiros elétricos, travas elétricas e regulagem de altura do volante.
A versão intermediária (Expression 1.6 - R$ 53.200) acrescenta airbags duplos, banco do motorista com regulagem de altura, vidros elétricos traseiros e alarme. Já os modelos Dynamique 1.6 (R$ 56.900) e Dynamique 2.0 (R$ 60.900) vêm equipados com rodas de liga leve (aro 16) e faróis de neblina, volante e manopla de câmbio revestidos em couro, freios ABS, computador de bordo, entre outros itens.
No topo de linha estão duas versões do Dynamique 2.0 16V (ambas R$ 64.600): uma tem câmbio automático (quatro velocidades) e a outra tem câmbio manual e é a única a apresentar tração 4x4.
O Duster 4x4 possui um botão no painel com as posições 2WD, auto e lock. No modo 4x2 (2WD) a distribuição de torque é feita nas duas rodas frontais. Na posição ''auto'', essa distribuição é feita entre os eixos dianteiro e traseiro, conforme a aderência do piso.
Já a função ''lock'' permite a locomoção em terrenos com lama e areia, por exemplo. A primeira marcha reduzida é outro recurso que auxilia em situações difíceis.
Teste-drive
No teste-drive durante o evento de lançamento, a reportagem da FOLHA dirigiu a versão 2.0, 4x4, em um percurso ao redor do Parque Nacional do Iguaçu, que mesclou asfalto e estrada de terra. O carro apresentou firmeza e bom desempenho nas duas situações.
Principalmente em um trecho off-road, com uma descida de aproximadamente três metros de altura, foi possível comprovar a eficácia dos bons ângulos de entrada e de saída - 30 graus e 35 graus, respectivamente - e de sua altura livre em relação ao solo (21 centímetros).
Com acabamento ''limpo'' e sem frescuras, o interior do Duster é bem resolvido principalmente pela distribuição dos porta-objetos. O espaço é suficiente para acomodar bem cinco pessoas. No design exterior, destaque para os para-lamas dianteiros e traseiros, cujos contornos sobressaltados dão ao SUV uma aparência musculosa.
Segundo a Renault, o consumo médio do Duster 2.0 na cidade é de 9,3 km/l a 10,3 km/l (gasolina) e de 6,7 km/l a 7,4 km/l (etanol). Na estrada, a média é de 12,6 km/l a 14,6 km/l (gasolina) e de 9,1km/l a 10,5 km/l (etanol)
Marca brasileira
''A Renault é hoje, finalmente, uma marca brasileira'', disse o presidente mundial do Grupo Renault, Carlos Ghosn, durante o lançamento do Duster. Ele afirmou que o veículo foi projetado para atender aos desejos do consumidor brasileiro, que gosta de ''carro grande'', versátil e com bom preço. A meta da montadora é vender 2.500 unidades do Duster por mês.
- A jornalista viajou a Foz do Iguaçu a convite da Renault


