Modelos sedã são frequentemente associados ao conservadorismo, característica que se mantém forte no atual líder do segmento. Entretanto, esqueça essa pecha ao entrar na versão 2015 do representante da Chevrolet. O Cruze se distancia dessa visão restrita pela posição mais esportiva de direção e pelo design interior, que não perde, porém, em requinte e qualidade dos materiais utilizados. Em parceria com a concessionária Metronorte, de Londrina, testamos a versão topo de linha da gama, a LTZ.
A linha 2015 do modelo traz como novidades faróis com luzes diurnas de LED, a segunda geração do câmbio automático de seis velocidades e parte do acabamento interno em couro na cor tabaco. A abertura da porta se dá pelo sistema keyless, ou seja, basta estar com a chave junto ao corpo e pressionar um botão na maçaneta para destrancar o veículo.
Outra inovação na linha 2015 do Cruze é a possibilidade de partida remota. Basta acionar um botão na chave para ligar o motor e o ar condicionado a fim de climatizar. Se ninguém entrar no carro em 15 minutos, ele desliga novamente. Parece frescura, mas é um alívio nos dias extremamente quentes que temos enfrentado. Para dar partida, basta pisar no freio e pressionar o botão start/stop no painel.
Os controles de tração e estabilidade presentes nas duas versões (o Cruze não tem versão intermediária, apenas LT e LTZ) são outros diferenciais dentro do segmento, uma vez que aparecem no Honda Civic apenas na versão intermediária e inexistem no líder Corolla, da Toyota. Em termos de preço, o Cruze 2015 se equipara ao mais vendido, Corolla XEi, mas custa mais que a versão topo de linha do Civic, vendido a partir de R$ 78.400. O Cruze LTZ testado pela reportagem tem preço inicial de R$ 84.100; já a versão LT parte de R$ 69.990.
No ranking de vendas, o sedã fechou 2014 na terceira posição, com 24.506 emplacamentos, atrás dos dois nipônicos. Corolla emplacou 63.290 unidades, enquanto Civic conquistou 52.255.
O Cruze LTZ vem equipado de série com câmbio automático, bancos de couro e todos os itens opcionais da versão LT, que compõem uma extensa lista de equipamentos: ar-condicionado digital de uma zona, direção elétrica, vidros elétricos com função um toque, travamento central, sistema multimídia My Link com GPS, câmera de ré e entradas USB e auxiliar; comandos de som no volante, piloto automático, retrovisor interno eletrocrômico e airbags laterais e de cortinas. Sensores de chuva e luminosidade também estão presentes.

Altos e baixos

Os desenhos da roda de alumínio e as luzes de LED são, certamente, os pontos altos do design do Cruze. As rodas são as mesmas 17 polegadas anteriores, mas ganharam novo visual, assim como as maçanetas cromadas. Na versão hatch do modelo, há teto solar elétrico.
É estranho o fato de um veículo desse segmento não oferecer ajuste elétrico dos bancos, ao menos para o motorista. A explicação pode estar na busca pela esportividade. Também ouvimos de um motorista mais alto, com quase 1,90 m, que os ajustes manuais são bons por permitirem a adaptação correta antes de ligar o veículo. Há quem prefira.
Outra estranheza é a ausência de borboletas atrás do volante para trocas manuais, que são feitas, unicamente, pela alavanca do câmbio, quando esta é posicionada para baixo e à esquerda. Não há como negar, porém, que a falta favorece o design.

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