Maringá - O dia do casamento é um momento especial que costuma ficar marcado na memória não só do casal mas também dos convidados. Para tornar o dia inesquecível, muitas noivas optam por chegar à cerimônia a bordo de verdadeiras carruagens. Um dos veículos de maior sucesso nessas ocasiões - e considerado uma carruagem moderna - é o Galaxie.
Anos atrás, quando resolveu comprar um carro antigo, o vendedor maringaense Ricardo Sanches nem imaginava um dia trabalhar no ramo. ''Meu irmão é apaixonado por carro antigo e acabou adquirindo um. Sempre conversávamos sobre eu também ter um carro antigo e apareceu esse Landau. Hoje realizo casamentos e outros eventos com esse carro'', diz Sanches, orgulhoso ao mostrar seu Ford Galaxie Landau 1980 na cor azul.
Ele explica que continua com a sua rotina de trabalho como representante de vendas, mas cada vez mais aparecem cerimoniais em que o Landau é peça-chave: ''Nunca tive a intenção de transformar meu carro em negócio, mas acabou acontecendo e fiz até algumas adaptações para isso'', comenta.
A mudança em questão é facilmente notada, afinal todo o teto do Landau foi removido dando a ele um ar de possante conversível de encher os olhos. A alteração é significativa e talvez os mais apaixonados pela originalidade da linha Galaxie questionem a opção de Sanches, porém ele garante que a versão conversível chama ainda mais a atenção que as características originais do modelo.
Ele afirma que apesar da pequena modificação o veículo preza por sua originalidade, inclusive no que se refere ao motor. A potência do V8 302, também conhecido como motor canadense, é facilmente notada quando o automóvel está ligado: o som marcante do propulsor atrai admiradores. ''Esse carro fez história não só pela beleza e conforto, mas também por esse motor'', diz Sanches.
Mas a elegância do Landau não se restringe ao seu design ou ao seu potente motor V8. A linha Galaxie surgiu nos Estados Unidos ainda na década de 50 e sempre primou por investir em tecnologia, visando o conforto de seus ocupantes. O Landau de Sanches, por exemplo, tem câmbio automático, freio a disco nas quatro rodas e ar condicionado. Artigos comuns hoje, mas que há 32 anos eram utilizados em pouquíssimos veículos.
Quanto aos custos de mecânica, Sanches afirma que o próprio Landau se sustenta. ''O dinheiro que ganho com os eventos uso para cuidar dele, então não é um carro que me dá gastos'', pondera.
O amor que o dono desenvolveu pelo Landau em decorência dos momentos felizes que o veículo ajudou a construir não fez apenas com que o vendedor desejasse permanecer um longo tempo com o carro, mas também conhecer mais a fundo o universo do antigomobilismo. ''Em algum momento fui picado pelo o que a gente chama de bichinho da ferrugem e ainda sonho em ter uma caminhonete antiga'', planeja.

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