Um Gol para torcedor nenhum botar defeito
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sábado, 03 de maio de 2014
Adriana De Cunto<br>Reportagem Local 
Curitiba - Para quem deseja chamar a atenção dos motoristas do sexo masculino pelas ruas da cidade, o Novo Gol Seleção pode ser de grande ajuda. Nas ruas engarrafadas de Curitiba, onde a FOLHA testou o modelo, é fácil perceber que os detalhes externos que remetem à seleção brasileira de futebol atraem muitos olhares, principalmente daqueles que sabem que, para esta série, a Volkswagen produziu apenas 20 mil unidades, contando com os outros modelos que ganharam versão "torcedores": o Voyage e o Fox.
Certamente, mais um sucesso do marketing da montadora, patrocinadora da seleção do técnico Luiz Felipe Scolari e fabricante do carro mais vendido do País há 27 anos, o Gol. O nome já traduz o momento mais importante do esporte favorito do brasileiro. O modelo popular mas com preço nem tanto liderou pela primeira vez a lista dos mais vendidos em 1987. De lá pra cá, algumas Copas do Mundo se passaram. As melhores recordações vêm de 1994 e 2002.
Por fora, o Gol Seleção se diferencia pelo escudo da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) nos para-lamas, inscrição "Seleção" na tampa do porta-malas na qual há ainda um ícone verde e amarelo em alumínio estampado e faixa lateral gravado o número "10". Também se destacam os retrovisores, que possuem capa na cor preto brilhante e defletor na tampa do porta-malas na cor preto brilhante.
Mas as diferenças da série seleção não acabam no design que remetem ao tema futebol. Há uma boa oferta de equipamentos de série, como vidros elétricos nas quatro portas, direção com assistência hidráulica, sistema de som com funções de rádio, CD-player com MP3, entradas auxiliar e USB e conexão Bluetooth para telefone celular, I-System (que inclui o sistema ECO Comfort, que orienta o motorista a dirigir de forma mais econômica, por meio de mensagens no painel).
Há opção de motor 1.0 L ou 1.6 L. A transmissão pode ser manual ou a automatizada ASG (iniciais de Automated Sequential Gearbox), na versão I-Motion ambas de cinco marchas. O modelo testado pela FOLHA tinha transmissão manual e motor 1.6 L.
O carro traz rodas de liga leve de 14 polegadas, com desenho "Thor", e pneus nas medidas 185/65 R14. Com desenho que remete a uma bola de futebol, as rodas possuem face diamantada e parte interna na cor preta.
Os bancos possuem revestimento de tecido em malharia com grafismo em baixo relevo "Soccer", que remete ao desenho de bolas de futebol, e trazem faixa na cor azul e o logotipo da série gravado. Ainda se destacam os pedais com cobertura esportiva de alumínio e o porta-objetos portátil, que traz o escudo da CBF.
O modelo testado pela reportagem tinha volante multifuncional, com comandos integrados do sistema de som e sensor de aproximação de obstáculos traseiros, o Parking Distance Control (PDC).
Todos os modelos da linha Seleção trazem de série airbags duplos dianteiros, associados ao sistema de detecção de acidentes que, em caso de colisão, aciona as luzes de emergência e acende as luzes internas do carro.
O modelo testado pela FOLHA trazia o motor 1.6 L VHT Total Flex, da família EA 111. Abastecido com etanol (E100), ele tem potência de 104 cv (76 kW) a 5.250 rpm. Quando está abastecido com gasolina (E22), são 101 cv (74 kW) a 5.250 rpm.
Mesmo sem o câmbio automatizado, o carro saiu-se bem no trânsito pesado de Curitiba, provocado muitas vezes pelas obras para a Copa do Mundo que se aproxima. É um carro confortável de dirigir, e o torque aparece já às 2.500 rpm, emprestando bastante agilidade. A suspensão também ajuda, fazendo com que o hatch se comporte bem nas curvas.
Assim como o valor dos ingressos para os jogos da Copa, o preço do Gol Seleção não pode ser considerado popular. Ele parte de R$ 34.990 na versão 1.0 e chega a R$ 42.130 na versão 1.6 I-Motion.


