Um colecionador de Galaxies
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sábado, 18 de junho de 2011
João Fortes<BR>Reportagem Local 
Haja espaço para manter uma coleção destas. O Galaxie é um modelo que chega a cinco metros de comprimento e dois de largura. Mesmo assim, o professor de educação física Celso Vitor da Silva guarda três desses grandes automóveis.
Há mais de 10 anos, depois que os três filhos se tornaram independentes, o professor resolveu investir no novo hobby. Comprou um Galaxie Landau, ano 1982. O carro pertencia à família Mairink Góes, ligada a uma antiga revenda da Ford em Londrina. Ele conta que deu muita sorte, pois o carro estava em ótimo estado. ''Praticamente não precisei fazer quase nada de restauração''. Uma das características que mais chama atenção no automóvel é o tamanho do tanque de combustível: 107 litros. ''Nunca consegui encher o tanque desse carro'', declara o dono do veículo.
Como já tinha um Galaxie na garagem, o colecionador resolveu variar e foi atrás de um Dodge, mas não encontrou. Em compensação, ficou sabendo de um Galaxie LTD, ano 1976, que estava à venda. Não pensou duas vezes e levou pra casa. ''Sabe quando você invoca que quer um carro?'', brinca Silva.
Ele ainda tentou conseguir um outro possante famoso, o Maverick. E adivinha o que encontrou? Mais um Galaxie. Desta vez, um modelo de 1974, o Galaxie 500, o qual demandou muito empenho para ter a beleza recuperada. Um trabalho que durou mais de três anos. ''Ele estava horrível, tive que restaurar tudo. O porta-malas estava furado, era possível ver o chão. O mais difícil foi conseguir os pneus de faixa branca, cada um custa R$ 500''.
O carro revela uma verdadeira nostalgia do início dos anos 1970. Além dos pneus de faixa branca, os bancos da frente não têm divisão. A troca de marchas é um luxo à parte, principalmente para aquela época, já que o carro é automático. Sem contar o tamanho... ''Imagine estacionar um carro desses no Centro de Londrina hoje em dia'', comenta o professor.
De vez em quando o colecionador de Galaxies pega um dos carros para passear pela cidade e, claro, chama a atenção. As máquinas, às vezes também servem para transportar noivas no dia do casamento. ''Meus filhos de vez em quando alugam.''
Celso Vitor é sócio do Clube do Carro Antigo, de Londrina. O próximo passo dele agora é oficializar os carros como itens de colecionador. ''Ainda não têm placa preta, mas nos próximos meses quero providenciar isso'', promete.


