Estilo. Esse era o maior atrativo do Ford Maverick ao ser lançado em uma época em que os consumidores, sobretudo nos Estados Unidos, pediam algo diferente para substituir os tradicionais ''rabos de peixe'' que doninaram toda a década de 60.
Lançado em diferentes modelos, um deles o GT, o Ford Maverick não demorou para se tornar o sonho de consumo da juventude nos anos 70, junto com outros clássicos do mesmo período. Com um motor V8 capaz de arrepiar quem ouve o barulho, o carro desperta a atenção de colecionadores e até mesmo de quem nem tinha nascido quando ele foi lançado. ''Tenho um comércio e sempre deixo o carro lá na frente. Muitos adultos começam a olhar e contar histórias. Até crianças se encantam e pedem para entrar'', garante o empresário Edenir Lucio Correia.
Proprietário de um Ford Maverick GT ano 75, na cor amarela - e com a tradicional faixa preta no capô, que protege um motor 8 cilindros -, Correia conta que a compra do veículo, há aproximadamente cinco anos, foi uma realização pessoal.
Entre os detalhes estão um brasão com a inscrição GT, posicionado entre os faróis dianteiros, ou o nome do veículo em sua lateral junto a uma bandeira quadriculada, como se o projetista tivesse imaginado que aquele era um veículo feito para correr.
Se hoje o empresário exibe o automóvel pelas ruas, chegar a essa fase não foi tarefa fácil. Segundo Correia, o Maverick passou por uma série de alterações com seu antigo dono. ''Eu precisei recuperar o carro, pois queria aproximá-lo o máximo possível do original'', lembra. Toda a reforma exigiu muito estudo e mais de dois anos para deixar tudo como está. ''Ainda não está do meu gosto, sempre tem o que melhorar. Isso é o mais gostoso de se ter um carro antigo, você está sempre mexendo'', opina. Para conseguir as peças, de acordo com Correia, foram muitas horas de internet e encomendas de várias partes do Brasil.
Apesar da busca por semelhanças com o GT original, o empresário fez algumas mudanças visando o conforto. Instalou bancos de couro e fez adaptações na cuica para amaciar a pisada no freio. Outra mudança refere-se a cor - o amarelo atual não é o costumeiro da época de lançamento. ''Escolhi este tom que é mais vivo e chama mais atenção'', diz.
Com freio a tambor na traseira e a disco nas rodas dianteiras, Correia diz nunca ter experimentado a alta velocidade, mas acredita que o carro possa atingir 160 quilômetros por hora. ''Procuro não exigir muito do carro, nem mesmo grandes viagens faço com ele'', afirma.
O empresário avisa que não há preço que pague o valor do Maverick - o 5º em toda a vida do londrinense. ''Meu pai teve um quando eu era menino. Durante a juventude tive outros dois e, posteriomente, mais um. Em 2006 comprei este e não me desfaço dele nunca mais. Minha filha (Vitória, de 15 anos) já o trata como se fosse herança'', brinca.
O Maverick é mesmo a jóia de Correia, mas não é o único carro antigo da sua garagem. Ele também tem um Volkswagen TL 73, um Opala 75 e uma moto CBX 750 88. ''Sou apaixonado por motor, por isso tenho diferentes veículos. Pode até ser que apareçam mais negócios, mas preciso pensar primeiro em criar um espaço para deixá-los'', planeja.

Um clássico dos anos 70
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