Tudo no seu devido lugar
PUBLICAÇÃO
sábado, 13 de julho de 2013
Fotos: Shutterstock 
Que o cinto de segurança é obrigatório, todo mundo sabe, assim como a importância dele em caso de acidentes. Mas atenção: em uma viagem ou mesmo dentro da cidade, não adianta estar com o cinto afivelado e o carro cheio de objetos soltos, que podem causar graves ferimentos. O alerta é do inspetor da Polícia Rodoviária Federal, Wilson Martinez, que já atendeu acidentes com ocorrências deste tipo. "Você deixa um objeto em cima do banco em um carro se deslocando a 80 km/h. Se houver uma frenagem brusca, esse objeto vai continuar com a mesma velocidade e, atingindo a cabeça de uma pessoa, pode causar até um traumatismo craniano", explica. O risco fica ainda maior em caso de um capotamento, onde esses itens podem voar pelo interior do carro.
A indicação é transportar o máximo dos objetos dentro do porta-malas, inclusive compras de supermercado, mesmo pequenas. Latas e vidros podem ser bastante perigosos. Se a família é grande e, em uma viagem de férias, por exemplo, faltar espaço para as malas, a opção pode ser um bagageiro colocado em cima do teto. Há vários modelos no mercado e a instalação precisa seguir as regras da resolução 577/81 do Conselho Nacional de Trânsito (Contran), que regulamenta o transporte de cargas nas rodovias brasileiras. Ela permite o transporte de cargas acondicionadas em bagageiros que não excedam a altura máxima de 50 centímetros. As dimensões não podem ultrapassar comprimento e largura da parte superior da carroceria, nem impedir a visibilidade do condutor.
Modelos e preços
As opções de bagageiros no mercado são variadas. Na Fluxar, há vários modelos tubulares abertos, de tamanhos diferentes, específicos para cada modelo de carro. O produto é feito em aço e plástico suporta até 35 kg. Evita o acúmulo de água e sujeira na peça e não possui arestas cortantes. Os parafusos e suportes de fixação não ficam expostos. Os preços variam de acordo com o tamanho da peça e vão desde R$ 490 para carros pequenos, até R$ 745 para camionetes. Tem garantia de um ano. O modelo Action, da Keko, também tem vários tamanhos para diferentes tipos de carro. Assim como o concorrente, os parafusos e suportes de fixação não ficam expostos. As longarinas e travessas são curvadas, para acompanhar o perfil do veículo, melhorando o design e aumentando a resistência do acessório. Custa a partir de R$ 427, com garantia de um ano.
Há também as caixas fechadas, que trazem mais segurança no transporte de malas e objetos. O bagageiro Box Roady 3.1 tem design eficiente e elegante. Com abertura traseira, a capacidade é de 310 litros ou 40Kg. O preço é de R$ 699 e está disponível na cor prata. O Box Infinity 3.9 integra a série Eqmax box da marca. Possui acabamento em preto brilhante, que traz um visual de sofisticação para o veículo. Com três pontos de acesso lateral, esquerda e direita, é ergonômico e espaçoso, com capacidade para 390 litros ou 50kg. Custa R$ 1.790.
Da marca Thule, duas opções se destacam. A Pacific 200 tem base rebaixada para reduzir a resistência do ar, ruído do vento e vibrações. Como proteção contra roubo, possui diversos pontos de travamento e a chave tipo Grip-Friendly, que não pode ser removida até que todos os pontos estejam firmemente fechados. É vendida em cinco tamanhos, na cor cinza prateado. Custa R$ 1.648 e tem garantia de cinco anos. A Atlantis 200 é equipada com sistema dual side, que permite a abertura lateral de ambos os lados, facilitando a colocação ou retirada de bagagens. O design aerodinâmico, com canais de ar longitudinais e spoiler na base da caixa, permite que o ar passe com mais facilidade, reduzindo a resistência do ar, o ruído do vento e vibrações. É feita em plástico ABS resistente, que garante a utilização da caixa em diversos índices de temperaturas sem ressecar, trincar ou alterar a cor do produto. Tem ainda proteção contra raios UV e acabamento brilhante com superfície lisa. A garantia é de cinco anos e o preço de R$ 2.580.
Independentemente de modelos mais baratos ou caros, a intenção é a segurança dos passageiros. "As pessoas não se dão conta, mas correm sérios riscos se trafegarem com essas, digamos, pequenas armas soltas no interior dos veículos", aconselha o inspetor da PRF, Wilson Martinez,Martinez.


