O espírito esportivo já presente nessa versão é elevado ao extremo no TTS, com seus 272 cavalos empurrando 1.415 kg. Seja na versão cupê, seja na conversível, o pequeno Audi talvez seja o modelo da fábrica alemã que traga mais emoção a seu condutor, acelerando até os 100 km/h em 5,2 segundos e atingindo os 250 km/h. O entreeixos curto, a baixa altura (1,35 m) e a capacidade de aceleração, torna a versão anabolizada do já divertido TT básico em um potro selvagem.
Se S3 e TTS esbanjam energia, as duas versões do A5 se caracterizam mais pela classe e elegância, sem com isso perder a esportividade. Um pouco mais longo e pesado, o Sportback perde um pouco em estabilidade e interação com o motorista quando comparado ao Cupê, especialmente se este for equipado com o motor de 3,2 litros e 269 cavalos - o Sportback e a versão básica do Cupê têm motor de 2 litros e 211 cavalos.
Já a perua A4 Avant situa-se no meio termo entre os demais modelos testados pela FOLHA. Porque, se não tem em seu motor de 2 litros (com 183 ou 214 cavalos, dependendo da versão) a pretensão esportiva de alguns de seus irmãos, esbanja torque nas retomadas e estabilidade nas curvas.
SUV
Fechando a lista, os utilitários Q5 e Q7 tem como maior semelhança a vocação para aventuras longe do asfalto. A versão menor, para cinco passageiros, motor 2 litros de 213 cavalos ou 3,2 litros de 269 cv, tem comportamento muito próximo ao dos Audi de rua, com estabilidade que o torna ideal para pegar a estrada. Já o grandalhão Q7 leva até sete pessoas com espaço e conforto, enfrentando terrenos acidentados sem perder a maciez do rodar proporcionada pela suspensão a ar. Mas suas amplas dimensões e as 2,3 toneladas de peso servem de aviso para evitar abusos do motorista. Apesar disso, graças ao poderos motor V8 de 4,2 litros e 370 cavalos (há ainda a versão V6, com 3,6 litros e 280 cv), não ficou para trás dos parentes menores nas voltas rápidas pela pista do autódromo curitibano. (L.B.)

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