Quando uma peça do escapamento apresenta problemas não há melhor solução do que trocá-la. Algumas oficinas até fazem o trabalho de solda em silenciador e abafador, mas isso não é recomendável. ''A solda vai ser um paliativo, logo o problema vai voltar, por isso o melhor mesmo é trocar'', declara Alvanir José Baraldi, da Duque Escapamentos. ''No caso do silenciador, por exemplo, a solda afeta a chapa de metal da peça. Como aquece muito, acaba destemperando esse metal, fazendo com que logo o problema volte a aparecer'', explica Marcelo Estevão da Silva, da oficina da Norpave.
A mesma regra da troca vale para o catalizador. De acordo com Silva, na intenção de economizar muitos motoristas cometem o erro de optar por tirar a parte interna do catalizador e deixá-lo sem. ''É a parte que faz a separação dos gases, parece uma colméia. Se não for reposta a peça, o carro vai gastar mais combustível e o ruído e a poluição vão aumentar. É algo que a gente nem aceita fazer aqui na oficina'', declara Silva.
E na hora de trocar uma peça é preciso ter atenção na escolha. A variação de preços é grande entre marcas e modelos para cada veículo, mas nem sempre o barato pode compensar. O mais recomendado é optar por peças originais. ''Além da questão da qualidade, há peças que não encaixam direito nos carros'', diz Baraldi. Ele também ressalta que para cada motor há um tipo diferente de peça e usar um modelo diferente pode trazer consequências ao motor. ''Se você tem um motor 1.6 e coloca um escapamento para 1.8, por exemplo, o motor vai trabalhar com contra-pressão, ou seja, muito forçado'', finaliza. (J.F.)

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