Além de mais cara, a troca do equipamento nos postos de combustível gera dúvidas sobre a origem e qualidade do produto
Para os amantes dos acessórios mais sofisticados, ele pode passar despercebido, mas sua ausência coloca em risco a vida, o veículo e até mesmo o bolso do motorista. Muitas vezes esquecido sob o banco do carro, nos últimos tempos, o extintor de incêndio vem ganhando a cena em discursos pouco esclarecedores de vendedores que escolheram os postos de combustível como balcão.
Em Curitiba, por exemplo, se tornou comum ser abordado nos postos por vendedores que pedem para checar o extintor e, caso estejam ‘‘vencidos’’, de pronto se oferecem para trocá-lo por R$ 15,00. Uma estratégia de venda bastante prática para o consumidor, no entanto, quando o artigo em questão é extintor de incêndio alguns cuidados não podem ser esquecidos.
Base de trocaSegundo Paulo Medeiros, proprietário da Asseste, empresa de venda, recarga e manutenção de extintores de incêndio em Curitiba, assim como outro artigo qualquer, a troca ou recarga do extintor tem que ser cuidadosamente acompanhada pelo consumidor. ‘‘Geralmente, nos postos, o que se faz é a troca do cilindro com a substância interna vencida, por outro cilindro também usado, no entanto recarregado com substância nova, o que realmente deve custar em torno de R$ 15,00’’, explica Medeiros.
O problema é que, desavisados, como a motorista Elizabeth Scaputin, ao serem abordados nos postos, autorizam a troca sem analisar as origens e condições do equipamento. Nesta troca, o consumidor pode estar levando um cilindro mais velho e sem a substância adequada. ‘‘Tudo é feito tão rápido que nem deu tempo de conferir o estado do cilindro. Depois de ser alertada por um amigo, verifiquei que tudo parecia certo, no entanto, o cilindro estava desgastado, ou pelo menos, mais deteriorado que o meu que tinha apenas um ano’’, lamenta a Elizabeth.

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