Treinos pelo videogame
Para conhecer melhor as pistas europeias de um campeonato de sua carreira, o piloto de Stock Car Valdeno Brito recorreu aos jogos de videogame. Em sua casa, em Londrina, ele tem um simulador com banco similar ao do carro de corrida, volante e pedaleira acoplados a uma tela LCD de 32 polegadas.
Como, na Europa, ele tinha apenas 30 minutos para conhecer os circuitos, games de corrida como GTR2 e RFactor fizeram parte do treino. ''Eu baixava a pista, treinava em casa e, quando chegava lá, já tinha 80% de noção das curvas, pontos de freada. O nível de realismo está muito grande'', garante.
A largada, o desgaste dos pneus, o se tup do carro, como de assentos, suspensão, molas, amortecedor e cambagem são algumas das semelhanças que o piloto encontra no ambiente virtual.
Corridas virtuais on line com outros pilotos também são uma alternativa utilizada por Brito. ''O nível de concentração tem que ser altíssimo, e você acaba aprimorando isso com a simulação'', ele completa. ''Se o jogador consegue ser rápido no simulador de games, teria tudo para ser rápido em uma corrida.''
No entanto, alguns aspectos diferenciam as experiências, ele afirma: além da força da gravidade, a coragem distingue o competidor dos games do competidor das corridas. ''Todo mundo acaba sendo corajoso no jogo. Na vida real, às vezes os pilotos têm o mesmo talento, mas a hora que chega uma curva ou tentativa de ultrapassagem é a coragem que diferencia um do outro.'' (M.F.C.)





