O economista Mauri De Mari, 57 anos, é um outro exemplo de motorista que é apaixonado por automóveis e motores. Ele montou em casa uma oficina para cuidar dos próprios carros. Lá, além de não faltar nada, tudo é muito organizado. As gavetas são todas nomeadas, as ferramentas ficam todas suspendidas na parede e há uma máquina de lavar e uma de secar. ‘‘Não gosto de usar pano de casa para cuidar dos carros. Gosto de usar os meus. Por isso, tenho as máquinas, que lavam e secam. Assim, sei que posso confiar naquele pano que vou usar’’, explica ele, que tem mais de cinco carros na garagem de casa.
Mauri diz também que quando ele precisa sujar um carro –numa situação de se aventurar em um off-road de jipe– dói muito nele. ‘‘Quando saio de jipe, sei que vai sujar. Então dói a minha barriga. Mas o cuidado que eu tomo, é o de sempre lavar bem o carro quando eu volto’’, conta.
Além de lavar os carros em uma rampa especial que ele tem no jardim, Mauri passa cera na lataria e também na parte de baixo do automóvel. ‘‘Os meus amigos dizem que só falta eu passar creme Nívea nos carros’’, revela.
Mauri gosta de todo tipo de carro, mas os 4X4 são os que mais chamam sua atenção. Mas isso não quer dizer que ele não cuide muito bem dos outros. ‘‘Esse é meu hobby. Faço porque gosto. Quando chego em casa à noite, venho sempre para a oficina’’, conta.
A oficina, por sinal, não deixa a desejar para nenhuma outra. Tanto que, quando algum carro do economista apresenta algum problema, ele primeiro tenta arrumar sozinho e se não conseguir, chama um mecânico para vir até sua casa consertar o carro ali. ‘‘Tenho tudo aqui que um mecânico precisa. Então não tem porque tirar o meu carro daqui. Assim posso ver o que ele está fazendo e aprender, para da próxima vez, consertar sozinho’’, explica, dizendo que só leva os carros em concessionárias quando há extrema necessidade ou se for para fazer a primeira revisão.
Outro costume de Mauri é o de não emprestar o carro para ninguém, inclusive para o manobrista que vai estacionar o carro no estacionamento. ‘‘Não gosto de emprestar da mesma maneira que não peço o carro de ninguém emprestado. Quando vou em um estacionamento, só páro se eu puder estacionar. O carro não é do manobrista e por isso, ele não conhece e pode acabar batendo’’, defende.

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