Transporte escolar do seu filho pode estar irregular
PUBLICAÇÃO
sábado, 01 de setembro de 2001
Fernanda Ongaratto<BR>De Curitiba 
Se você contratou algum tipo de transporte para levar os filhos à escola ou está pensando em fazer isso é bom ficar atento. Para executar este trabalho o transportador tem que cumprir uma série de exigências dos órgãos de trânsito, o que nem sempre acontece. Como consequência, o seu filho pode estar sendo transportado pelos chamados ''piratas''. São pessoas que trabalham à margem da lei, em geral não têm muita preocupação com a segurança, andam em carros sem todos equipamentos obrigatórios, abusam da velocidade e podem acabar deixando o seu filho esperando na porta da escola caso sejam flagrados pela fiscalização.
A irregularidade pode acontecer por dois motivos. Primeiro, porque a única maneira legal de conseguir a licença para o transporte escolar é por meio de concurso público. O último aconteceu em 1999, não tendo ainda data para uma nova prova.
Em segundo, conseguir a licença (para quem participou do concurso público), não é tão fácil. O CTB (Código de Trânsito Brasileiro) criou uma série de exigências para isso (ver quadro nesta página). Dessa forma, muitas pessoas acabaram entrando no mercado sem estarem autoriizadas e, o que é pior, preparadas para a atividade, o que pode trazer insegurança às crianças. Nessa história toda, também ficaram desprotegidos os pais, que não sabem onde se apoiar na hora de contratar um transporte escolar. O que fazer então?
Para ter mais segurança, os pais devem procurar os transportadores que sejam credenciados pelos órgãos de trânsito. O credenciamento é uma forma de mostrar que tal profissional está em acordo com as exigências para a atividade. A comprovação deste credenciamento se dá de algumas formas diferentes, dependendo da cidade.
Em Curitiba, por exemplo, os veículos recebem autorização da Urbs (Urbanização de Curitiba S.A.). Os credenciados são obrigados a andar com um selo no pára-brisa, que determina a capacidade de passageiros do veículo e a validade da última inspeção feita pela Urbs. ''O selo é um indicativo de que o veículo passou mesmo pela vistoria'', conta José Carlos Gomes Pereira Filho, gerente de Serviço de Táxi e Transporte Comercial da Urbs.
Mas como o selo é renovado de seis em seis meses e neste período pode haver um ''relaxamento'' do dono com o veículo , os pais podem tentar amenizar os riscos às crianças fazendo eles mesmos uma checagem. É preciso analisar se há cintos de segurança para todas as crianças, as condições dos pneus, se existe o tacógrafo e se o motorista tem carteira da categoria D.
É preciso ainda ficar atento ao preço do serviço. ''Não há como cobrar menos de R$ 45,00 por mês. Se custar menos que isso, o pai tem que desconfiar'', comenta Julio Cesar Ferrarini, motorista permissionário.
Na dúvida, os pais também podem recorrer a Urbs, em Curitiba. Nas outras cidades do Estado, geralmente o serviço é controlado pela Secretaria Municipal de Transporte. Por telefone mesmo, o órgão informa se aquele veículo está regularizado ou não. ''A pessoa passa algumas informações do veículo, como placa e nome do condutor e nós informamos se o carro está ok'', ensina José Carlos Gomes Pereira Filho. O telefone para informações e para fazer denúncias é (41) 320 3339.


