Edison Bonifácio, professor de manutenção automotiva do Senai em Londrina, lembra que o câmbio automático não era bem visto quando começou a ser vendido no Brasil, provavelmente pela cultura brasileira que cultiva o "prazer de cambiar". No entanto, diante do aumento da procura nos anos posteriores, as montadoras começaram a buscar opções para baratear a tecnologia e lançaram o automatizado, que, diferente do manual, tem "inteligência" mecânica. "Quando a gente movimenta a alavanca de um câmbio normal, o engate é feito por cabos de aço, movendo o garfo seletor de marcha. No automatizado, a alavanca é como um ‘joystick’, onde você seleciona a posição que quer e a central eletrônica percebe essa posição; ela aciona a embregam e troca a marcha apropriada à velocidade e as condições do veículo", detalha.
Tanto o câmbio automático quanto o automatizado impedem o motorista de fazer engates errados, como, por exemplo, diminuir a marcha em altas velocidades. "A alavanca é sequencial, não permite erros de operação", destaca Bonifácio. Essa "inteligência", além de dar tranquilidade ao motorista, diminui o desgaste das peças e aumenta a segurança. Os fabricantes vêm buscando agora melhorar a tecnologia do automatizado para que ele também "segure" o carro em subidas, como os automáticos. (C.F.)

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