É possível que muitos compradores da Trailblazer fiquem com pena de sujar o carrão de quase R$ 180 mil. Mas quem não se importa com um pouco de lama na lataria, provavelmente vai ficar satisfeito ao passar da tração 4x2 para 4x4. Dependendo do terreno nem é necessário fazer essa mudança, pela altura da carroceria e das rodas de 18 polegadas (pneus 265/60 R18).
Mas se for o caso, será preciso ir um pouco mais longe do que a estrada rural básica para encontrar um buraco que dê um pouco mais de trabalho. No breve teste realizado pela FOLHA nesse tipo de solo não apareceu nenhum obstáculo intransponível.
Além disso, se "a coisa ficar feia" de verdade ainda é possível contar com a opção de marcha reduzida. E, dependendo da descida, o motorista pode acionar o controle de velocidade em declive.
E nem mesmo a altura de 1,80 metro do solo atrapalha a viagem. O nível de estabilidade da Trailblazer é outro diferencial importante. Em uma passagem rápida por rodovias nas proximidades de Londrina, o utilitário não deu o menor sinal de que poderia sair do rumo, mesmo nas curvas mais sinuosas.
Os ocupantes ganham uma dose extra de conforto, já que além das curvas, lombadas, elevações ou desníveis sofrem pouca interferência na movimentação da estrutura do veículo. Isso significa nada de pulos, mesmo com o carro vazio. A estabilidade é garantida pelo sistema de suspensão, que na frente é do tipo independente com braços articulados, molas helicoidais, barra estabilizadora e amortecedores telescópicos hidráulicos pressurizados. Já na traseira é do tipo 5-Link, com molas helicoidais, barra estabilizadora e amortecedores telescópicos hidráulicos pressurizados.
O SUV ainda conta com controle eletrônico de tração (indicado no painel) e programa eletrônico de estabilidade.(J.F.)

mockup