Indaiatuba - A fatia cada vez maior de consumidores que se rendem ao conforto dos SUVs para uso urbano acaba de ganhar uma opção compacta para concorrer diretamente com pelo menos dois dos produtos já disponíveis no mercado. O novo Chevrolet Tracker, apresentado à imprensa esta semana pela montadora no Campo de Provas da Cruz Alta, em Indaiatuba (SP), é a munição da GM para disputar espaço com os também utilitários de porte médio Ford EcoSport e Renault Duster. Lançado pela primeira vez no País no início dos anos 2000 em parceria com a Suzuki, o Tracker foi retirado da linha de montagem da Chevrolet em 2010 e volta agora totalmente renovado, com projeto global próprio, desenvolvido especialmente para um SUV.
A decisão de manter o nome foi estratégica, de acordo com os diretores da montadora. "O Tracker é considerado uma marca já consagrada, daí a decisão de mantê-la", explicou Hermann Mahnke, diretor de Marketing. Entre os atrativos, o carro traz por fora um visual imponente para a categoria, com pronunciadas caixas de rodas que reforçam o visual robusto, e por dentro uma boa organização de espaço, com mais de 25 porta-objetos e até oito configurações de assentos. A capacidade do porta-malas também chama a atenção: 735 litros com os bancos rebatidos e 306 litros até a altura dos bancos. Para dar mais esportividade ao design do SUV, as rodas ganharam aro 18 polegadas de série, inéditas nesta categoria compacta.
"O novo Tracker é um misto entre a Captiva e o antigo Tracker. É um mix entre o fluído e o robusto", comparou Dagoberto Tribia, diretor de Design da Chevrolet. Se a versão anterior do modelo era oferecida também com tração 4x4, desta vez os brasileiros não contarão com a opção off-road. De acordo com a montadora, pesquisas apontaram que o sistema não integra a lista de prioridades do público-alvo.
O foco, portanto, é o consumidor da cidade, principalmente aquele na faixa dos 24 aos 39 anos, que busca conforto, posição elevada ao dirigir, design e bom espaço. Para adaptar o Tracker, que é vendido em mais de cem países, à realidade e ao gosto do brasileiro, a Chevrolet aprimorou a suspensão, o que resultou em um carro de agradável dirigibilidade, mesmo em vias com muitos desníveis, buracos e outros defeitos de pavimentação, tão comuns pelo País afora. A reportagem pôde comprovar esta característica durante test drive feito em pistas de teste da montadora, que simulam condições adversas encontradas nas nossas rodovias.
Além de macio e silencioso, o SUV surpreende pela segurança oferecida nas curvas. A boa estabilidade, a exemplo dos menores índices de ruído e vibração, são creditados à arquitetura global do veículo, de elevada rigidez estrutural. Produzido em San Luis Potosi, no México, o Tracker conta com projeto desenvolvido na Coreia e é construído na mesma plataforma utilizada pelos modelos Cobalt, Onix e Prisma.
O carro que começa a chegar às concessionárias neste início de mês ainda traz outra novidade: a segunda geração da transmissão GF6 de seis velocidades, que permite trocas de marchas até 50% mais rápidas do que a primeira geração. O condutor percebe facilmente a evolução: as trocas são macias quando a opção é pelo modo manual sequencial e quase imperceptíveis na transmissão automática. Esta última se adapta ao estilo de condução do motorista, e comparando as velocidades da roda e do eixo de entrada da transmissão, ela identifica quando o veículo está em subida, mantendo uma marcha reduzida e maior oferta de torque. O resultado é mais força para ultrapassagens e maior controle do veículo. Da mesma forma, em descidas, a transmissão reduz as marchas, o que também diminui o desgaste dos freios, sem prejuízo ao consumo de combustível.

* A jornalista viajou a Indaiatuba convite da Chevrolet.

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