Trabalhadores pedem uma maior oferta
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sábado, 29 de maio de 1999
Agência Estado 
Cerca de 400 pessoas, com tratores e caminhões, fecharam quinta-feira a ponte sobre o Rio Grande, em Igarapava, principal acesso entre São Paulo e Minas Gerais, num protesto de produtores de açúcar e álcool, fornecedores de cana e trabalhadores rurais. Das 10 horas até o início da tarde, os manifestantes do movimento Grito Pelo Emprego protestaram contra as montadoras de veículos que não estão produzindo carros movidos a álcool.
Eles também reivindicaram do governo federal a criação de uma política de incentivos à produção de carros a álcool, como forma de estimular o crescimento do setor sucroalcooleiro.
Segundo a Polícia Militar Rodoviária, o pico da manifestação na divisa ocorreu por volta das 11h30, quando o congestionamento naquele trecho da Via Anhanguera atingiu 11 quilômetros, seis no lado paulista e outros cinco na BR-050, que liga o Triângulo Mineiro à capital federal.
Esta é a quinta manifestação de protesto do grupo. A primeira ocorreu na abertura da Agrishow 99, em 26 de abril. Os organizadores acreditam que os resultados são favoráveis, já que na semana passada o governo sinalizou com a possibilidade de aumentar o conteúdo de álcool adicionado à gasolina na proporção de 26%, em vez dos atuais 24%.
O governo só está autorizando essa medida porque, na prática, ela já vem ocorrendo, denunciou o empresário João Carlos Figueiredo Ferraz, presidente da Brasil Álcool. Segundo ele, com os baixos preços do produto, a maior parte das distribuidoras de combustíveis já estava adicionando mais álcool à gasolina por conta própria para aumentar as margens de lucro.
Como viram que não houve problema, resolveram autorizar de uma vez por todas, disse o empresário.


