A placa é como o crachá de um carro. Ela reúne, com o número do chassi, o conjunto de informações que permite diferenciar um carro dos demais. Como ela fica exposta, é a principal e mais prática identificação do veículo. E dá pra rodar sem placa? Só nas chamadas "primeiras horas de vida" do carro, quando ele ainda não foi registrado no Departamento de Trânsito (Detran) ou a placa ainda não está pronta.
Quando o carro é vendido na concessionária, existem três opções para fazer licenciamento e emplacamento: por meio da própria loja, que resolve tudo para o cliente, a contratação de um despachante, ou o proprietário pode ir pessoalmente ao Detran. É durante esse período que o veículo pode circular sem as placas.
Nas duas primeiras opções, como serviço é terceirizado, até que a placa fique pronta e o cliente comunicado, o carro circula sem as placas. Na terceira opção, o proprietário vai até o Detran para vistoria e registro do veículo. A entrega do documento ocorre em até três dias úteis e, após isso, é necessário ir até uma loja de placas, que confecciona o modelo na hora, mediante apresentação do documento e Carteira Nacional de Habilitação (CNH) do motorista.
Nos três casos, o automóvel tem até 15 dias, contados a partir da data de saída da concessionária, para circular sem placas, portando a nota fiscal e os protocolos de atendimento, segundo resolução 269 do Conselho Nacional de Trânsito (Contran). Após esse prazo, existe o risco de multa.
Conduzir veículo com placas ilegíveis, sem alguma das placas ou sem licenciamento é infração gravíssima: são sete pontos na carteira, R$ 191,54 a menos no bolso e remoção do veículo. Cuidado também para não colocar nada que impeça a visualização da placa. "Até uma fita de santo ou outro adereço que as pessoas costumam pendurar na placa pode infringir a lei se obstruir a total visualização", alerta o inspetor da Polícia Rodoviária Estadual Wilson Martinez.
Desde abril de 2012, as placas com película refletiva passaram a ser obrigatórias para novos emplacamentos. O objetivo foi facilitar a visualização do item e aumentar a segurança no trânsito. Em casos de visibilidade comprometida, como chuva forte, neblina ou mesmo à noite, os modelos refletivos ajudam também na visualização da distância do veículo em relação ao outro. O preço é, em média, R$ 120. E dá para escolher as letras e os números da identificação. É só informar o interesse na hora do registro. A taxa para a escolha é de R$ 100, revertidos para o Programa do Voluntariado Paranaense (Provopar).

Perda ou furto
Nos casos em que a placa foi perdida ou roubada é preciso registrar um boletim de ocorrência em uma delegacia. É com ele que você irá conseguir uma nova placa, diretamente na loja. Basta levar o documento do carro, CNH e o boletim de ocorrência. Ela fica pronta na hora. Outra situação que requer novas placas é quando estão danificadas, desgastadas ou ilegíveis. "Nos dois casos, nós informamos dentro do sistema do Detran que uma nova placa está sendo fabricada. No caso de estar danificada, nós colocamos a nova e recolhemos a antiga, que é destruída", explica o proprietário da Metal Placas, Denis Dallegrave.

História
O primeiro sistema de emplacamento brasileiro foi implantado em 1901. Quem cuidava do assunto era a prefeitura, que expedia placas. Eram pretas, com letras brancas e tinham apenas uma letra: P, de particular, ou A, para carros de aluguel. A quantidade de números variava de um a cinco dígitos. A partir de 1941, o sistema numérico trouxe combinações agrupadas duas a duas. A mais comum era do tipo 12-34-56. O modelo introduziu as cores utilizadas até hoje nos diferentes tipos de veículos: vermelhas (para transporte pago), brancas (nos carros oficiais), azuis (carros de consulados) e pretas (carros de coleção).
O sistema alfanumérico, com duas letras e quatro números em uma placa amarela, foi criado em 1969 e utilizado até 1990, quando o número limitado de combinações passou a ser problema em alguns estados.
Entrou em vigor, então, o sistema atual, com três letras e quatro números. A combinação dada a um veículo não pode ser transferida a outro, substituída, nem é permitido o reaproveitamento da combinação por outro veículo, mesmo após o sucateamento.
Mudou também a cor, que passou a ser cinza. Acima das letras e números há uma tarjeta metálica com a unidade da federação e o nome do município onde o veículo está registrado, que pode ser trocada quando o veículo é transferido. As combinações de letras são específicas para cada estado. No Paraná, onde foi iniciada a implantação do modelo, elas variam de "AAA 0001" a "BEZ 9999".

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