DivulgaçãoEstiloNo Brasil o Tigra deve ter o mesmo motor da Corsa Wagon, de 1.6 litros, com potência de 102 cvComo a Folha Carro & Cia havia previsto no mês de março, os testes com o Tigra já estão sendo realizados no Brasil. O carro deve ocupar o lugar deixado pelo Corsa GSi na linha compacta da GM. Até o ano que vem, a montadora deve lançar no Brasil o Tigra. Trata-se de um cupê 2+, atualmente produzido pela Opel - braço europeu da GM - em Valencia, na Espanha. Sua primeira aparição pública aconteceu em 93, no Salão do Automóvel de Frankfurt, na Alemanha, como um carro-conceito. A aceitação do público foi tão grande que a Opel decidiu fabricá-lo em série.
Algumas unidades do Tigra já estão passando por testes em solo verde-amarelo. Para o carro não será difícil se adaptar às condições brasileiras, já que, apesar de ser diferente na aparência, ele nasceu a partir do Corsa europeu, que é igual ao fabricado por aqui.
A base é a mesma do carrinho compacto, mas o Tigra, que tem 3,92 m, é 20 cm mais comprido que a versão hatch do Corsa. Na Europa, ele é comercializado com dois tipos de motorização, ambos com cabeçote de 16 válvulas. O mais fraco tem 1.389 cm3, gera 90 cv de potência e torque de 12,6 kgfm, que levam o Tigra aos 190 km/h e permite uma aceleração de zero a 100 km/h em 11,5 s. O outro tem 1.598 cm3 e desenvolve 106 cv e 15 kgfm de torque. Números suficientes para respeitáveis 203 km/h de velocidade máxima e 9,8 segundos no zero a 100 km/h.
DivulgaçãoBeloA grande área envidraçada na parte traseira resulta num belo desenho, que chama a atenção
No Brasil, o modelo deve ser equipado com o mesmo propulsor da versão GLS do Corsa wagon: o 1.6 16V com 102 cv e torque de 14,8 kgfm. Com ele o Tigra, que tem um perfil aerodinâmico melhor que o da perua, vai beirar a marca dos 200 km/h. Se a escolha for mesmo por este motor, o Tigra brasileiro não só seria menos potente que sua versão européia como perderia também para o extinto Corsa GSi. O motor da antiga versão esportiva do Corsa, que tinha o cabeçote importado da Hungria, exibia o mesmo torque da station, mas gerava 108 cv.
A despeito das semelhanças mecânicas, o Tigra não lembra em nada o Corsa. Em vez das linhas exageradamente arredondadas da família de modelos compactos da GM, o esportivo exibe curvas mais suaves. A frente é baixa e na parte de trás, o grande vidro traseiro chama atenção.
Inicialmente o modelo será importado da Espanha. Mas se o volume de vendas for alto, a GM pode fabricá-lo no Brasil. De acordo com os concessionários, o preço deve ficar na faixa entre R$ 22 mil e R$ 25 mil.

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