Tiggo abre alas para a Chery no País
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sábado, 22 de agosto de 2009
Thiago Mossini<br> Enviado a São Paulo 
Você sai para aquela tradicional caminhada matinal ouvindo músicas no seu iPod. Volta e toma café da manhã assistindo o noticário em sua bela TV de LCD. Depois, checa os e-mails no notebook e, enfim, vai para o banho, mas antes coloca um DVD musical. Os produtos chineses invadiram os ambientes da casa do brasileiro e, agora, eles chegam à garagem. O primeiro a se instalar por lá é crossover compacto Tiggo, da montadora chinesa Chery, que chega ao Brasil prometendo fazer e acontecer por aqui. O Utilitário Esportivo (SUV) chega para brigar com a Ecosport com preço convidativo: R$ 49.900 completíssimo.
O modelo já é comercializado em países como Argentina, Venezuela, Equador, Colômbia, Uruguai, Chile e Peru. A estimativa de vendas do Chery Tiggo no Brasil em 2009 é de 2,5 mil unidades.
Como diz a lenda quando se trata de um produto chinês, o principal atrativo do Tiggo é o preço. Porém, o carro chega às concessionárias no fim da semana ainda sob a desconfiança de um produto vindo da China, quanto à sua qualidade.
A Chery, porém, montou junto com sua representante local uma estratégia de cobertura nacional no que diz respeito a produção e vendas que realmente pode torná-la uma das principais marcas no Brasil. O carro para o mercado brasileiro virá da fábrica instalada em Montevidéu, no Uruguai.
Lançado em 2005 na China, o Tiggo conta com chassi desenhado pela inglessa Lotus e motor ACTECO 2.0 a gasolina, desenvolvido pela Chery. Por enquanto, não haverá a versão bicombustível.
O utilitário esportivo (SUV) é bem imponente. Tem muitos acessórios cromados, rodas de liga leve aro 16, estepe do lado de fora, itens que o fazem chamar a atenção, mas ao analisar os detalhes, é possível sentir problemas de acabamento, que poderiam ser melhor dispostos, o que é normal para um veículo de transição.
Seu motor 2.0 de 16 válvulas e injeção multiponto eletrônica digital sequencial produzem uma potência de 135 cavalos e um torque de 18,2 kgm a uma 4.500 rpm. O consumo médio, segundo a montadora, é de 10 km/l na cidade. O SUV ainda conta com transmissão manual e a tração dianteria 4x2.
O Tiggo chega ao mercado brasileiro totalmente equipado. Seu único opcional é o banco de couro. Assim, pelo preço de entrada da Ecosport - básica, com motor 1.6 - a Chery oferece o carro completíssimo, com ar-condicionado, trio elétrico, direção hidráulica, ABS com EBD, airbags frontais, freios a disco nas quatro rodas e sistema de som com MP3 e conexão para iPod, entre outros.
No asfalto
A Folha testou o SUV da Chery nos arredores do Estádio do Morumbi, na capital paulista, num trajeto de aproximadamente 12 quilômetros. Nos 20 minutos de pilotagem, não deu muito para tirar tudo o que o carro pode oferecer, já que não foi possível nem usar a quarta marcha.
Porém, deu para perceber as qualidades do carro: o câmbio tem engates bons e a suspensão passou bem por pisos irregulares. O motor não decepcionou. Mesmo com a combinação de torque baixo e rotação alta - onde o motor se dá melhor - ele correspondeu.
O carro é bastante confortável. O espaço interno é satisfatório até mesmo para os grandões. Os assentos traseiros são bipartidos removíveis, o que permite que o proprietário crie diferentes formas de compor o ambiente interno do veículo, de acordo com sua necessidade. Assim, o porta-malas, que comporta 520 litros, pode chegar a 1.965 litros com a realocação dos bancos, que são reclináveis também para os passageiros que vão atrás. O carro tem três anos de garantia.


