Quem trabalha direto com clientes de SUVs relata que, mesmo no caso dos modelos com tração 4x4, a maioria dos proprietários não aproveita toda a força e recursos para off-road. É o que confirma o gerente de pós-vendas da Euro Import de Londrina, Leonardo Luchina. Ele destaca que, geralmente, esses modelos são utilizados na cidade e estrada e, no máximo, em estradas rurais onde uma Land Rover, por exemplo, passa com facilidade.
A convite da concessionária, a reportagem da FOLHA testou uma Land Rover Freelander SE na Pedreira Clark, em Londrina, um local repleto de obstáculos, onde os integrantes do Clube do Jipe de Londrina costumam fazer trilhas. Claro que o caminho escolhido não era o mesmo dos jipes, mas foi o que pareceu, à primeira vista.
Equipado com motor turbo diesel SD4 2.2 litros, que gera 190 cavalos de potência e 420 Nm de torque, o Freelander mostrou toda sua força nas arrancadas e retomadas. O ditado que diz que as aparências enganam se aplica bem quando se coloca o Freelander na terra, já que com um design de linhas harmoniosas e um ambiente interno requintado e repleto de equipamentos, é difícil imaginar que o SUV pode encarar tão bem um off-road de média dificuldade.
Modelo 4x4, o veículo está equipado com o Controle Eletrônico de Tração (ETC) que detecta o escorregamento e utiliza o sistema de tração para minimizar a patinagem das rodas. E se a coisa ficar feia, basta usar o controle da tecnologia Terrain Response, que ajusta as configurações do motor, transmissão automática, suspensão e controle de tração, com opções para enfrentar grama, cascalho, neve, lama, trilhos e areia.
Durante o test drive, a reportagem enfrentou um buraco enorme. Parecia que tudo daria errado, mas o tempo estava seco, então a opção Terrain Response para pedras manteve tudo sob controle. Além disso, a suspensão trabalhou individualmente para cada roda, adequando a altura de cada uma de acordo com o terreno. Ao simular o chamado pêndulo, onde uma roda fica no ar, a mesma trava e torque foram distribuídos para as outras rodas.
Ao cruzar uma grande subida e depois um declive, entraram em cena o Gradient Release Control (CRG), que assegurou um arranque suave, e o Controle de Descida de Declive (HDC), que proporcionou a diminuição progressiva da pressão de frenagem.
A trilha levou até a área onde a pedreira costumava funcionar. Com o solo repleto de pedras altas, a suspensão mostrou mais uma vez seu diferencial, e foi surpreendente experimentar como uma roda pode ficar muito mais alta que a outra ao cruzar um obstáculo.
Conforto
O melhor de tudo é que apesar das condições severas, motorista e passageiros estão em um ambiente espaçoso, confortável e seguro. Destaque para os sete airbags, controle de clima automático com filtro e sensor de qualidade do ar e bancos do motorista e passageiro com regulagem elétrica, além de memória de ajuste no caso do condutor. (J.F.)

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